MATO GROSSO
Gilberto diz que farmácias e unidades de saúde estão colapsando e grandes eventos de final de ano são ‘incoerência’
MATO GROSSO
O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo afirmou que há farmácias já ficando sem medicamentos para gripe, e unidades básicas de saúde colapsando, em decorrência do aumento de casos de gripe Influenza em Mato Grosso, provavelmente da H3N2. Segundo ele, diante deste cenário a realização de grandes eventos de réveillon é uma incoerência: “No dia seguinte eu sei qual é a consequência para a população”, afirmou.
Segundo o secretário, há municípios que não têm medicamentos, pedem “socorro” todo dia ao Governo do Estado e mesmo assim irão promover festas de final de ano. No entanto, Gilberto lembrou que os prefeitos têm esta autonomia e podem decidir o que farão nas cidades que gerem.
“Basta ver o cenário que se encontra a situação neste momento. As farmácias já estão colapsando no que diz respeito a fornecimento de medicação pra tratamento da influenza, as unidades de saúde já superlotadas e vejo que municípios pequenos que têm pequena estrutura de atendimento à atenção básica de saúde promovendo eventos dessa natureza, ou seja, vão acabar sobrecarregando o sistema de saúde nos principais municípios que é onde a população corre para ser socorrida. É triste verificar que no momento que nós tivemos um grande sacrifício pra controlar a pandemia agora nós estamos vendo flexibilizações imprudentes acontecendo no Brasil afora”, lamentou Gilberto.
O secretário ainda explicou que a vacina da Influenza H1N1 não protege contra a H3N2, e o imunizante para a nova cepa deve estar disponível somente em maio de 2022. “As pessoas que tomaram a vacina da influenza, elas têm uma certa proteção, mas não contra essa variante. E é uma infecção respiratória que pode trazer consequências mais graves, como a pandemia, sobrecarregar o sistema de saúde, então é importante que as medidas tomadas pra conter a Covid são as mesmas pra conter a influenza. Que as pessoas tenham prudência, continuem utilizando a máscara, evitando aglomeração pra que não volte a colapsar o sistema de saúde, que na atenção básica, onde essas pessoas vão ser recebidas inicialmente, já está colapsando”, finalizou.
FONTE/ REPOST: ISABELA MERCURI- OLHAR DIRETO
MATO GROSSO
Férias de julho elevam expectativa de faturamento para maioria dos bares e restaurantes
Mais da metade dos bares e restaurantes brasileiros espera aumentar o faturamento durante as férias escolares de julho. Segundo pesquisa da Abrasel, 54% dos empresários projetam crescimento nas vendas em relação a um mês comum, sem datas comemorativas ou grandes eventos. Desse total, 44% estimam alta de até 20%, enquanto 10% acreditam em expansão superior a esse percentual.
Na comparação com as férias de julho do ano passado, o cenário também é positivo. Para 58% dos entrevistados, o faturamento será maior neste ano. Outros 22% acreditam que o desempenho permanecerá estável, enquanto apenas 10% esperam retração.
O otimismo está relacionado ao impacto que o período costuma ter sobre o fluxo de consumidores. Para 49% dos empresários, as férias de julho são importantes ou muito importantes para o desempenho do negócio. Entre os principais motivos apontados estão o aumento da chegada de turistas e visitantes (49%) e as mudanças na rotina das famílias durante o recesso escolar (43%).
No entanto, o efeito das férias não é uniforme. Em cidades menos turísticas, parte dos bares e restaurantes tende a registrar redução no movimento, o que explica por que 28% dos empresários considera que o período tem pouca ou nenhuma importância para o faturamento.
Para Daniel Teixeira, presidente da Abrasel-MT, os dados mostram que o empresário mato-grossense está otimista para este mês de julho, ainda que nosso estado tenha mais gente saindo do que entrando neste período, o mês das férias escolares tende a ter um aumento no fluxo de consumidores, criando um cenário favorável para bares e restaurantes. “A expectativa é de um movimento mais intenso, especialmente para os estabelecimentos que investirem em experiências e atendimento de qualidade para atrair famílias e grupos de amigos”, destaca ele.
“Julho redistribui o consumo pelo país. Enquanto algumas cidades sentem a queda no movimento porque parte da população viaja, destinos turísticos vivem um dos períodos mais intensos do ano. Cidades associadas ao inverno, como Gramado, Campos do Jordão e Monte Verde, recebem mais visitantes e transformam essa sazonalidade em uma oportunidade para reforçar o caixa e compensar os meses de menor movimento”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Copa do Mundo e turismo reforçam cenário favorável
Além das férias escolares, o setor também tem sido beneficiado pela Copa do Mundo, que vem movimentando especialmente os bares nos dias de jogo. Os bons resultados da seleção brasileira aumentam a expectativa do público e devem ajudar a manter os estabelecimentos mais cheios em julho.
Outro fator positivo é o bom momento do turismo internacional. Entre janeiro e maio, os turistas estrangeiros gastaram R$ 25 bilhões no Brasil, valor recorde para o período e 11% superior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério do Turismo.
“A Copa sempre muda o clima do país, e a expectativa é de que o Brasil faça uma grande campanha, chegue à final e conquiste o hexa para completar a festa. Somada às férias de julho e ao aumento do fluxo de turistas, a competição deve seguir enchendo as mesas, reunindo as torcidas e impulsionando o movimento nos negócios”, destaca Solmucci.
Maio registra desempenho positivo
A pesquisa da Abrasel mostrou ainda que os empresários encerraram maio com indicadores favoráveis. O mês terminou com 39% das empresas operando no lucro. Outras 41% registraram equilíbrio financeiro, enquanto 19% tiveram prejuízo. Na comparação com abril, quase metade dos estabelecimentos (47%) informou crescimento no faturamento. Para 27%, a receita permaneceu estável, enquanto 25% registraram queda. 1% das empresas não existiam em maio.
“Maio costuma ser um mês muito importante para bares e restaurantes porque conta com o Dia das Mães, uma das datas mais fortes do calendário do setor. O fato de quase metade das empresas ter conseguido ampliar o faturamento em relação a abril mostra resiliência e capacidade de adaptação em um ambiente ainda marcado por margens apertadas, custos elevados e forte pressão sobre o caixa”, afirma Solmucci.
Os dados do estudo mostram que apenas 8% dos empresários conseguiram reajustar os preços acima da inflação nos últimos 12 meses. Outros 57% reajustaram conforme ou abaixo da inflação, enquanto 35% não conseguiram fazer qualquer reajuste.
A pressão sobre o caixa também aparece na inadimplência. De acordo com o levantamento, 37% dos estabelecimentos possuem algum pagamento em atraso. Entre eles, os principais débitos são impostos federais, mencionados por 75% dos empresários, seguidos pelos tributos estaduais, citados por 44%.

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