MATO GROSSO
Exposição Originários segue aberta ao público até 28 de fevereiro
MATO GROSSO
A exposição Originários segue aberta para visitação até 28 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Galeria de Artes Lava Pés, na sede da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT). Sob a curadoria de Guilherme Chaves, a mostra reúne pinturas e esculturas contemporâneas das artistas Kaya Agari, Nadja Lammel e Odete Venâncio.
A exposição é a construção de um mundo paralelo, delineando uma comunidade de obras de arte contemporâneas em constante mudança. Algumas obras têm múltiplas partes, outras mudam ao seu próprio ritmo à medida que a exposição acontece.
No centro da mostra está a fundamentação nos conceitos de terra, território indígena, povos tradicionais e folclore. Ir além do mero reconhecimento da terra e do território, aqui significa oferecer instruções para sentir e ouvir as histórias indígenas e dos povos tradicionais que perturbam o imaginário colonial e atual.
As artistas
Ana Patrícia Karuga Agari, “Kaya Agari”, nasceu em Cuiabá e estuda na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), também é ativista pelos direitos indígenas. Dedica-se, desde 2011, à pintura e produz a partir de técnicas como óleo sobre tela e pintura mural. Esteve em exposições pelo Brasil na Pinacoteca de São Paulo, artista convidada SP Arte 2021 e galerias pelo Brasil e América Latina (Bolívia, Peru e Equador).
A artista destaque no Brasil nos últimos anos, Nadja Lammel, graduada em Arquitetura e Urbanismo, nasceu na região Amazônica, ao norte de Mato Grosso. Nadja utiliza técnicas como óleo sobre tela, aplicação de mosaico – espelho e graffiti. Expõe em museus e galerias pelo Brasil e recentemente participou da semana de arte Art Basel em Miami – EUA, renomado evento de artes visuais no mundo. Cyberpunk é o tema da sua nova série-coleção e transita entre o real e o cibernético.
Odete Venâncio é uma importante artista visual graduada pela Unemat, que reside em Mato Grosso e se destaca principalmente, ao se voltar para o estudo e valorização da temática indígena e abordar símbolos regionais com grande sensibilidade artística. Participou de diversos salões de arte em Mato Grosso, onde obteve destaque pela originalidade e qualidade técnica acadêmica.
Serviço
Exposição “Originários”
Visitação: até 28 de fevereiro (de segunda a sexta-feira), das 8h às 18h
Local: Galeria de Artes Lava Pés, localizada na Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), na Avenida José Monteiro de Figueiredo, nº 510, bairro Duque de Caxias, em Cuiabá
Agendamentos: ateliedeprojetosmt@gmail.com
Informações: (65) 99915-7713 / 99640-7713 / 3025 1235
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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