MATO GROSSO
Rede de Ouvidorias atende mais de 70 mil demandas em três anos
MATO GROSSO
A Rede de Ouvidorias do Governo de Mato Grosso atendeu 71.665 manifestações da população entre os anos de 2019 e 2021. Mais da metade delas foram solicitações relativas a como acessar os serviços públicos, ao contrário do senso comum de que a Ouvidoria só atende reclamações e denúncias.
O balanço foi gerado pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), órgão responsável pela coordenação da atividade de Ouvidoria no Poder Executivo Estadual. “Temos procurado sensibilizar os gestores sobre a importância da Ouvidoria na defesa dos direitos dos usuários dos serviços públicos”, observa o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida
Somente em 2021, a população registrou 26.140 manifestações na Rede de Ouvidorias. O quantitativo é 1,15% superior ao total de demandas recebidas em 2020, quando foram atendidas 25.842 mensagens.
Das 26.140 demandas, 53% foram solicitações, 23% reclamações, 13% denúncias, 5% elogios, 4% pedidos de informação e 1% sugestões.
A entidade mais demandada foi o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), com 26% das mensagens recebidas. Na sequência, Educação (Seduc) e Saúde (SES). As três instituições juntas somaram 52% dos registros em 2021.
Completam a relação dos 10 órgãos/entidades mais procurados: Fazenda (Sefaz), Ouvidoria Geral (CGE), Meio Ambiente (Sema), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Planejamento e Gestão (Seplag), Segurança Pública (Sesp) e Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Prazo e meio de entrada
Em média, 74% das manifestações na Rede de Ouvidorias em 2021 foram respondidas em até 15 dias, sendo 60% respondidas em até cinco (05) dias. O prazo regulamentar para resposta é de até 30 dias, prorrogáveis por mais 30.
“Além de responder ao cidadão com rapidez, nosso desafio é aumentar os índices de satisfação e de resolutividade das demandas que chegam à Ouvidoria”, pontua o titular da CGE-MT.
O principal meio de acesso à Ouvidoria foi pelo link do sistema “Fale Cidadão“, disponibilizado no Portal do Estado e nos sites oficiais dos órgãos e das entidades estaduais. Este meio de entrada foi utilizado em 68,13% das demandas.
O aplicativo MT Cidadão foi o segundo mais utilizado, com 19,98% dos registros. O whatsapp (65 98476-6548) apareceu na sequência, com 5,70% das manifestações; o e-mail (ouvidoria@controladoria.mt.gov.br) com 3,85% e os telefones (162 e 0800 647 1520) com 1,87% das entradas. As demais demandas foram direcionadas à Rede de Ouvidorias por postal ou presencialmente.
Produtos
Os atendimentos realizados pela Rede de Ouvidorias em 2021 resultaram na elaboração, pela CGE, de 170 produtos, entre manifestações, relatórios, pareceres e orientações técnicas.
“A Ouvidoria, enquanto instrumento de gestão, possibilita, por meio das informações gerenciais, auxiliar o gestor público no diagnóstico quanto à eficiência ou ineficiência na prestação de serviços públicos, ao propor ações de melhoria quanto aos procedimentos internos, com base no seu banco de dados e análise quantitativa e qualitativa dos dados estatísticos”, explica a secretária-adjunta de Ouvidoria Geral e Transparência da CGE-MT, Elba Vicentina de Moraes.
Os 170 produtos elaborados em 2021 representam um acréscimo de 25% em relação ao ano anterior, quando foram gerados 135 produtos de ouvidoria.
Para saber mais sobre o funcionamento da Rede de Ouvidorias do Poder Executivo Estadual, acesse: www.ouvidoria.mt.gov.br .
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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