MATO GROSSO
Matrículas de alunos da rede estadual devem ser feitas diretamente nas unidades escolares
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa aos pais, responsáveis e alunos, maiores de 18 anos, que as matrículas para escolas da rede estadual devem ser feitas diretamente nas unidades escolares. O Portal da Matrícula Web está disponível apenas para consulta do cadastro reserva, conforme a portaria 060/2022/GS/Seduc/MT.
Em caso de dúvidas ou dificuldades, os pais também podem procurar as Diretorias Regionais de Educação (DREs) para orientações e remanejamento para a unidade mais próxima. Conforme levantamento da Seduc, mais de 40 mil vagas ainda estão disponíveis para matrículas em escolas localizadas nos 141 municípios do Estado.
Cadastro reserva
A convocação dos estudantes do Cadastro Reserva está vinculada à existência de vaga na unidade escolar, e se dará por meio de mensagem de notificação encaminhada ao endereço de e-mail informado no cadastro do aluno.
Após o chamado, o responsável pelo aluno tem um prazo de dois dias úteis, a partir do dia posterior à convocação, para comparecer à escola munido da documentação exigida, para efetivar a matrícula na unidade escolar.
Entre a documentação necessária para a matrícula está a apresentação de documentos pessoais do pai, da mãe ou do responsável legal (RG e CPF); certidão de nascimento ou casamento do aluno; documentos pessoais do aluno (RG e CPF); fatura de consumo de Energia Elétrica da residência dos pais ou responsáveis atualizada; histórico escolar ou atestado de transferência.
Outras informações podem ser obtidas nas Diretorias Regional de Educação:
Alta Floresta – 66 3521-1647 ou 3521 4093
Barra do Garças – 66 3401 – 7551 ou 3401 7945
Cáceres – 65 3223 7537 ou 3223 4542
Confresa – 66 3564 1176 ou 3564 1436
Cuiabá – 65 3637 1037 ou 3622 4094
Diamantino – 65 3336 1815
Juína – 66 3566 3048 ou 3566 3395 1039
Matupá – 66 3595 1128 ou 3595 2110
Pontes e Lacerda – 65 3266-4513
Primavera do Leste – 66-3498 7404
Querência – 66 3529 1763
Rondonópolis – 66 3423 2395
Sinop – 66 3531 7959 ou 3531 7023
Tangará da Serra – 65 3326-9318 ou 3326 7814
Várzea Grande – 65 3692 6110 ou 3682 9846
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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