MATO GROSSO
Programa Agente Mirim será expandido para os municípios de Mirassol D’Oeste e Barra do Garças
MATO GROSSO
O Projeto Agente Mirim (AGEM) de combate à criminalidade e ao uso de drogas será expandido, neste ano, para os municípios de Mirassol D’Oeste e Barra do Garças. Originalmente, essa é uma iniciativa da Associação dos Servidores Penitenciários de Campo Novo do Parecis (402 km de Cuiabá).
Nesta terça-feira (15.02), o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, recebeu jovens que participam do AGEM, que vieram a Cuiabá conhecer a estrutura da secretaria e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Estamos trabalhando com o intuito de expandir esse importante projeto a mais municípios”.
O coordenador do AGEN, Fábio Aguiar, explica que a ideia surgiu em 2016 por iniciativa dos agentes penitenciários. Ao longo do ano, os jovens participam de atividades dentro de uma grade curricular, que conta com a parceria de outros órgãos e instituições locais.
Participam do programa crianças de oito a 11 anos, os chamados “lobinhos”, e jovens de 12 a 17 anos. Além de Barra do Garças e Mirassol D’Oeste, está em fase de análise a implantação do programa em Cuiabá e Rondonópolis.
“Mais de 1.700 famílias já foram atendidas dentro do projeto. Nós temos cursos de qualificação nas áreas de informática, de empreendedorismo e diversas palestras de instruções com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar, Departamento de Trânsito e o Poder Público do município”, afirma.
O programa é aberto a sociedade de uma forma geral, via publicação de um edital anual, com número de vagas específicas que são encaminhados geralmente pelo Conselho Tutelar, o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e o Fórum. “No programa também temos vagas para Pessoas com Deficiência (PcD), pessoas da terceira idade e de etnias indígenas da região, pois acreditamos que é sempre importante tratar de inclusão”.
A auxiliar administrativa do programa, Laura Fernanda, de 18 anos, conta que ingressou no programa por incentivo da mãe. “Comecei a fazer parte do programa em 2017 e tem sido uma experiência muita boa na minha vida, aprendi muitas coisas e agora trabalhando na parte administrativa me inspirou a seguir como contadora futuramente”.

Já Hilquias, também de 18 anos, disse que conheceu o AGEN por incentivo de um amigo há quatro anos. “Tem sido um período incrível na minha vida, de muitas oportunidades e aprendizado. Eu sempre indico para que outras pessoas também possam fazer parte”.
A adolescente Jenifer Gabriele, de 16 anos, afirmou que pretende seguir a carreira de militar. “A minha irmã mais nova entrou como lobinha e eu fazendo parte dos jovens. Com essa experiência eu tive a certeza que quero seguir carreira das forças de segurança”.
O secretário-adjunto de Administração Penitenciária (Saap), Jean Siqueira, apontou que o projeto é de extrema importância para orientar aos jovens sobre os perigos e os riscos da criminalidade no Estado.
“Esse programa faz com que as crianças e jovens saibam os riscos diante da criminalidade. Então, tornou-se, para nós, uma importante ferramenta de trabalho no combate à violência”.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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