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Encontro reúne gestores de Sinop para direcionamento sobre o ano letivo e investimentos na educação

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Diretores de 18 escolas estaduais de Sinop participaram, nesta quinta-feira (17.02), da primeira Prosa da Educação de 2022. A reunião conduzida pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) visa esclarecer dúvidas e dificuldades apontadas pelos profissionais da educação.

Em pauta o início do ano letivo, acompanhamento dos estudantes, atribuição dos profissionais de educação, investimentos em infraestrutura, tecnologia e aquisição de material pedagógico (sistema estruturado de ensino, kit escolar e material complementar).

“É uma nova forma de fazer gestão e um momento ímpar entre a Secretaria de Educação e os profissionais do nosso Estado. Iniciamos o ano empenhados e seguros de que dará tudo certo e que teremos muitas melhorias na rede”, pontuou a diretora da DRE de Sinop, Cristiane Signor.

A secretária municipal de Educação, Sandra Donato, destacou os avanços na educação do município. “A educação nas escolas de Sinop está avançando. Exemplo disso é a implementação da escola militar, um sonho do nosso município, e que se tornou possível nesta gestão. A prefeitura e a secretaria municipal de educação estão abertas para discutir melhorias e contribuir no dia a dia”.

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O Prosa da Educação é um projeto implantado pela Seduc e tem como objetivo aproximar a gestão dos servidores e aprimorar o gerenciamento escolar nos municípios.

“Este é momento que preparamos para dialogar, tomar decisões que vão melhorar a vida de mais de 400 mil estudantes mato-grossenses. Estamos no caminho certo e empenhados em propor uma educação de qualidade”, afirmou o secretário de Educação, Alan Porto.

Diretora da Escola Estadual Enio Pipino, Denise Belincanta, salienta que a Prosa na Educação auxilia a dar um norte na gestão escolar e atualiza tudo o que está sendo realizado nas escolas.

“É um momento importante para ouvir o que a Seduc tem para reforçar com as equipes, e também de apresentarmos os nossos anseios, relacionados à comunidade escolar e todo o trabalho realizado nas escolas com os alunos”.

Além dos diretores escolares, também participaram do encontro secretários municipais e coordenadores regionais da DRE de Sinop, que atende demandas das escolas de 17 municípios adjacentes, e coordenadores dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Lucas do Rio Verde e Colíder.

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Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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