MATO GROSSO
Câmara aprova convocação de diretor da Águas Cuiabá para explicar obras mal feitas
MATO GROSSO
A Câmara de Cuiabá aprovou nesta terça-feira (22) requerimento para convocar representante da Águas Cuiabá, concessionária de serviços de saneamento básico na capital mato-grossense. A convocação foi aprovada pelos vereadores por unanimidade. A data em que Figueiredo deve prestar esclarecimentos será marcada pelo presidente da Câmara, Juca do Guaraná Filho (MDB). Há um prazo regimental de 15 dias para o diretor ser ouvido.
Quem comparecerá à Câmara será o diretor da Águas Cuiabá , William Figueiredo. O requerimento de convocação aprovado pela Câmara foi feito pelo vereador Chico 2000 (PL), mas havia um pedido feito pelo vereador Dilemário Alencar (Podemos) desde setembro do ano passado.
Os vereadores pretendem questionar a concessionária por conta de obras de expansão da rede de esgoto e de distribuição de água na capital. Moradores reclamam que a empresa tem deixado buracos no asfalto e que as obras causam transtornos nos bairros, pois demoram a ser concluídas.
Segundo o requerimento, a Câmara também pretende saber em que estágio se encontra a execução dos Planos de Obras para universalização do abastecimento de águas e da coleta e tratamento de esgoto no município. O plano está previsto no contrato de concessão assinado entre a Águas Cuiabá e a prefeitura.
“Reclamações da população quanto à forma que a Concessionária vem abrindo valas e buracos nas ruas de Cuiabá, sem a devida qualidade na recomposição das vias pavimentadas, e não observando o prazo previsto na Lei Complementar nº. 481/2020”, diz trecho do requerimento.
FONTE/ REPOST: LÁZARO THOR BORGES – OLHAR DIRETO
MATO GROSSO
Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios
A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.
A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.
Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.
No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.
A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.
Barreiras
Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.
Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.
Sobre a pesquisa
O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.
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