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Região Oeste “infla” de candidatos a deputado federal e briga vai ser pesada em busca da cadeira no Congresso

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A região Oeste de Mato Grosso terá uma disputa difícil para a Câmara Federal na eleição desde ano. Por baixo, conforme os nomes que já são dados como certos para o pleito, pelo menos quatro já são testados nas urnas e outros são novatos. 

Em Cáceres, maior cidade da região, que fica há 220 km de Cuiabá, pelo menos três políticos conhecidos vão disputar votos e um é novato. São eles: Dr Leonardo, Túlio Fontes, Francis Maris e Irajá Lacerda. O primeiro já foi deputado estadual e é deputado federal em busca da reeleição. 

Túlio é suplente na Assembleia e já foi prefeito da cidade. Além disso tem o espólio político da família que é uma das mais tradicionais da cidade. Francis Maris chegou a cogitar ser candidato ao Senado, mas agora já confirmou que vai disputar uma vaga na Câmara. Ele é o atual ex-prefeito e está filiado no PSDB. 

Irajá Lacerda é advogado, filho do presidente municipal do MDB, advogado José Lacerda e surge como uma possível surpresa do PSD. Ele tem o aval do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab e está angariando apoio político de ex-gestores e deputados. 

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Em Pontes e Lacerda, que também faz parte da região fronteiriça do Brasil com a Bolívia, quem falou em ser candidato é o atual prefeito do município, Alcino Barbcelos, que está filiado no Republicanos. Ele chega para compor a chapa que ainda está em fase de finalização, mas pode também ser uma surpresa nas urnas, tendo em vista que ele foi reeleito prefeito em 2020 com mais de 85% dos votos da cidade. 

O deputado estadual Valmir Moretto deve continuar na disputa pela permanência na ALMT. Mas, o bastidor político diz que ele também pode ser um possível candidato a federal na disputa desse ano. 

FONTE/ REPOST: MAX AGUIAR – OLHAR DIRETO 

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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