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Quatro pessoas são presas por embriaguez ao volante em Cuiabá

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Quatro pessoas foram presas por embriaguez ao volante durante a 17ª Edição da Operação Lei Seca realizada na tarde deste terça-feira (01.03), na MT-040, bairro Real Parque, em Cuiabá. A operação terminou com o saldo de 111 testes de alcoolemia aplicados e 100 veículos fiscalizados. 

Conforme o GGI, foram aplicados 38 Autos de Infração de Trânsito (AIT), sendo que desse total 10 pessoas foram autuadas por conduzirem veículo sob efeito de álcool, três por se recusarem a passar pelo teste de alcoolemia, cinco por conduzirem veículo sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação CNH e outras 19 sem registro ou licenciamento do veículo.   

Durante a operação 12 documentos foram recolhidos, sendo 11 Carteiras de Nacionais de Habilitação (CNH) e um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Além disso, cinco pessoas que estavam conduzindo veículo sem portar a CNH assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Do total de 100 veículos fiscalizados, 29 foram removidos por alguma irregularidade conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sendo 26 automóveis e três motocicletas. Além disso, 22 desses veículos foram autuados.

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A operação Lei Seca é realizada pelo Grupo de Gestão Integrada (GGI/Sesp) com o apoio do Batalhão de Trânsito da PM, Delegacia de Delitos de Trânsito, Departamento de Trânsito, Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Polícia Penal. 

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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