MATO GROSSO
Elefante viúvo será transferido do interior de SP para Santuário na Chapada
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O elefante ‘Sandro’, que atualmente vive no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” em Sorocaba, interior de São Paulo, será transferido para o Santuário de Elefantes de Chapada dos Guimarães (MT), seguindo a recomendação do promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo em Sorocaba, Dr. Jorge Alberto de Oliveira Marum.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Sorocaba, o elefante ficou sozinho no recinto depois que sua companheira Haisa faleceu em 2020. A resposta do município ao promotor de justiça foi encaminhada na última sexta-feira (11).
A Secretaria de Meio Ambiente, Proteção e Bem-Estar Animal (Sema), responsável pela administração do Zoológico Municipal de Sorocaba, informou que a decisão teve como principal objetivo buscar, sempre, o melhor para o bem-estar do animal, em razão da necessidade de convívio com outros indivíduos da sua espécie.
“Já estamos providenciando todos os trâmites legais necessários para realizar a transferência do Sandro ao santuário, bem como verificando a melhor maneira de transportá-lo”, afirmou a secretária interina da Sema, Samyra Toledo.
Sandro era animal de circo até ser transferido para o Zoo. Atualmente, é considerado um animal idoso, recebendo cuidados especiais da equipe técnica do Zoológico. Na natureza, estima-se que um elefante possa viver, em média, 40 anos. Já em cativeiro, 60 anos.
Agora, inicia-se um processo legal dos trâmites para a transferência do animal, além da construção do contêiner específico para Sandro e a preparação do Santuário pare recebe-lo. A instituição, que conta atualmente com cinco fêmeas, ainda não se pronunciou sobre a decisão.
FONTE/ REPOST: ISABELA MERCURI – OLHAR DIRETO
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.