MATO GROSSO
Energisa é multada em mais de R$ 6 milhões pela Aneel por serviço inadequado em MT
MATO GROSSO
A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT) anunciou, nesta quinta-feira (24), que a multa de R$ 6,3 milhões aplicada contra a Energisa Mato Grosso pela prestação inadequada de serviços foi mantida pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A concessionária havia entrado com recurso contra a punição.
De acordo com a assessoria da Ager-MT, a decisão ocorreu, nesta terça-feira (22), durante reunião da diretoria da ANEEL. De forma unânime, o recurso interposto não foi provido e a multa mantida em sua integralidade, que agora deve ser recolhida nos termos da legislação aplicável, pois não cabe mais recurso na esfera administrativa.
Ainda conforme a agência, a multa aplicada pela Ager-MT é decorrente de fiscalização realizada no ano de 2020. Na ocasião, foi constatada a prestação de serviço inadequada por parte da Energisa Mato Grosso em relação à continuidade do fornecimento. Isto é, a quantidade e duração das interrupções de energia.
Antes de ser notificada, a Ager-MT propos um Plano de Resultados à empresa, para implementar ações de melhorias do serviço. O plano, porém, foi suspenso pela agência pelo não cumprimento do seu objetivo e, portanto, a multa foi aplicada.
O tema continuidade do fornecimento de energia elétrica diz respeito às faltas de energia, basicamente a quantidade e a duração das interrupções, que são monitorados por indicadores específicos. Para isso, é de suma importância que os consumidores registrem reclamações nos canais oficiais de atendimento da distribuidora quando submetidos à falta de energia.
Sobre a Ager-MT
A Ager-MT atua na fiscalização dos serviços de distribuição no Estado de Mato Grosso em razão de convênio de descentralização firmado com a ANEEL. Além desta atividade, também desenvolve, em razão desse mesmo convênio, a fiscalização dos serviços de geração de energia elétrica e a atividade de ouvidoria, registrando e tratando reclamações dos consumidores contra a concessionária.
Para os consumidores registrarem demandas na Ouvidoria da Aneel é importante que antes registrem reclamação diretamente junto a distribuidora e, no caso de a distribuidora não resolver o problema, o consumidor procure a Ager-MT. Os canais de atendimento da Ouvidoria da agência podem ser consultados pelo link: http://www.ager.mt.gov.br/ouvidoria.
FONTE/ REPOST: MICHAEL ESQUER – OLHAR DIRETO
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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