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Justiça do Trabalho promove audiência sobre greve dos garis do Rio

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A audiência de conciliação na Justiça do Trabalho para tratar da greve dos garis do Rio de Janeiro foi antecipada para hoje (30). A categoria está parada desde ontem e pede aumento de 25% visando cobrir a inflação dos últimos três anos, período em que está com o salário congelado. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb) ofereceu 5% nas negociações.

Segundo o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Rio de Janeiro (Siemaco-Rio), a audiência, que estava marcada para amanhã, foi antecipada para hoje, às 15h, “devido ao sucesso da greve”. Em vídeo divulgado na página do sindicato na internet, o presidente do sindicato dos trabalhadores, Manoel Meireles, convoca a categoria para se concentrar no Tribunal Regional do Trabalho durante a audiência.

“Temos que ir pra lá, todos os trabalhadores da Comlurb, para quando terminar a audiência a gente descer e avaliar a contraproposta da Comlurb e do tribunal. Acabou a audiência, a gente vai descer e explicar aos trabalhadores o que aconteceu”. Em comunicado, o sindicato diz esperar o fim do que chama de intransigência da prefeitura.

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“A Comlurb, insistindo no conflito, tenta induzir a Justiça contra o nosso legítimo movimento. Mas a realidade que não consegue esconder é que estamos há três anos sem qualquer reajuste, com uma perda de mais de 19% em nosso poder de compra devido à inflação do período. A proposta de 5% de reajuste chega a ser uma ofensa aos trabalhadores da Comlurb, que atuaram nas ruas com toda a dedicação e coragem durante toda a pandemia”, disse Meireles.

A reportagem da Agência Brasil pediu para a Comlurb um balanço dos impactos da greve e o andamento das negociações e aguarda posicionamento.

Denúncias

Pelo Twitter, o prefeito Eduardo Paes acusou “marginais travestidos de sindicalistas” de espalhar lixo pela cidade para promover o caos e publicou vídeos de homens mascarados espalhando lixo pelas ruas Barata Ribeiro, Siqueira Campos e Figueiredo de Magalhães, algumas das principais vias de Copacabana, na zona sul da cidade.

“Vejam o que eles fizeram ontem lá pelas 23hs! Simplesmente pegavam o lixo colocado pelos moradores para coleta e jogavam no meio da rua”, postou o prefeito na manhã de hoje. “Temos as imagens – já encaminhadas à polícia – dos bandidos que agiram nessa madrugada”, disse ele.

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Paes afirmou que tem conhecimento das necessidades dos trabalhadores da Comlurb e que a prefeitura está trabalhando para melhorar a remuneração da categoria.

“A luta dos trabalhadores da Comlurb por melhores salários é justa e eles sabem que sempre que a prefeitura teve condições, nenhum prefeito melhorou o salário deles como eu. No entanto, estamos organizando nossas finanças e não podemos agir de forma irresponsável”, disse.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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