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Produtoras rurais mato-grossenses trocam experiências com empreendedora social da Paraíba

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A equipe da Empaer de Mirassol D´Oeste proporcionou a participação de produtoras rurais na palestra da empreendedora social e líder comunitária Luciana Balbino. O grupo ouviu como a comunidade com 600 habitantes, Chã de Jardim, localizada no município de Areias, a 118 km de João Pessoa (PB), criou um ecossistema econômico que beneficiou pequenos agricultores, artesãs e jovens.

Ocorrida nesta terça-feira (29.03), em Santo Antônio do Leverger (a 34 km de Cuiabá), a iniciativa foi promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)  e faz parte da qualificação de lideranças para o desenvolvimento regional do programa Pró-Pantanal.

Na plateia, entre as 36 produtoras de Mirassol D´Oeste, moradores da comunidade Morrinhos, Barranco Alto e de Santo Antônio do Leverger que atentos escutaram Luciana sintetizar sua trajetória que começou aos dois anos de idade e vem casar com a dificuldade vivida pela sua comunidade, que ao invés de deixar o local e, junto de moradores passaram a contribuir e se tornar referência nacional.

Em sua explanação, ela conta que decidiram ficar, mas para viver com dignidade e não passar necessidade. Foi então que decidiram usar o turismo como ferramenta. “Tudo começou com caminhadas e trilhas no Parque Estadual Pau Ferro, veio os piqueniques, sessões de relaxamentos, vendas de produtos produzidos pela comunidade e foi tomando proporção”.

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Segundo Luciana, a cada sugestão e criticas as atividades iam se consolidando. Logo em seguida, as ações foram direcionadas as mulheres sendo incentivadas no artesanato que veio agregado com as oficinas. “Hoje proporcionamos ao turista vivenciar a experiência do turismo criativo que está associado à história da localidade”.

Atualmente, Chã de Jardim é case de sucesso nacional e internacional pelos atrativos, empreendedorismo e pela transformação da comunidade que continua desenvolvendo novas iniciativas jamais pensadas pelos moradores.

Para a produtora do Projeto de Assentamento Margarida Alves, Rita Julia de Souza Zocal, foi uma experiência única que irá levar para a vida e de seu grupo de mulheres que trabalha com o mesocarpo do babaçu na produção de farinha, em Mirassol D´Oeste. “Estamos à frente de um grupo de mulheres que precisam diariamente ser motivadas e valorizadas. A palestra trouxe um animo e a certeza que estamos no caminho certo”.

Mesma opinião de Maria Alves Miranda, proprietária do Rancho Novo Horizonte, em Mirassol D´Oeste. “Já tinha participado de uma palestra da Luciana e fiquei encantada. Pela segunda vez, ela reforça o quando a união faz a força”.

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O turismólogo da Empaer, Robson Junior Hartmann, explica que junto a produtores rurais e empreendedores vem buscando fomentar o turismo rural na região de Mirassol D´Oeste. “Logo que soube da palestra da Luciana Balbino, fui atrás para buscar meios e proporcionar essa experiência as produtoras da região que ficaram encantadas com a saga e a persistência da comunidade Chã de Jardim”.

Segundo Robson, não mediu esforços para buscar parceiros para viabilizar a viagem. Ele destacou o apoio da Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável – Centro de Referência Social (Cras), no transporte e alimentação. “Buscamos ajuda e fomos atendidos”.

Também participaram da palestra a prefeita de Santo Antônio do Leverger, Francieli de Magalhães, a vice-prefeita, Giseli Ribeiro, vereadores, secretários municipais, equipe da Empaer do Escritório Local e da Central.

Foto: Empaer

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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