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Inaugurado sistema de tratamento de água Corumbá IV
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Foi inaugurado hoje (6) o Sistema Produtor Corumbá IV, que deve abastecer com água tratada cerca de 1,3 milhão de habitantes do Distrito Federal (DF) e de Goiás.

A cerimônia de inauguração ocorreu no final da manhã na Estação de Tratamento de Água Corumbá, em Luziânia (GO) e contou com as presenças dos governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e de Goiás, Ronaldo Caiado.
De acordo com o governo do DF, o Sistema Corumbá vem suprir a necessidade de adoção de novos mananciais de abastecimento de água para a região, diante do crescimento da população.
O novo sistema reforça e amplia o abastecimento de água tratada da região sul do DF, que inclui as cidades de Santa Maria, Gama, Recanto das Emas e Riacho Fundo II, além de áreas em processo de consolidação como o Setor Habitacional Ponte de Terra e o Setor Meirelles.
Além disso, a obra também vai beneficiar indiretamente, toda a parcela oeste do DF e a cidade de Águas Lindas de Goiás, com a geração de excedentes no Sistema Descoberto.
Em Goiás, serão ainda beneficiados os municípios de Luziânia, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Novo Gama.
A obra foi executada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Companhia Saneamento de Goiás S/A (Saneago). As duas empresas construíram a adutora de água bruta do sistema, composta por uma tubulação de aço com diâmetro de 1,2 metros e capacidade de 2,8 mil litros/segundo.
Segundo o GDF, foram construídos 12,3 quilômetros (km) de tubulação junto à captação de água, sob a responsabilidade da Saneago, e 15,4 km até a Estação de Tratamento de Água Corumbá, executados pela Caesb.
Edição: Denise Griesinger
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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