MATO GROSSO
Governo apresenta potencial de produção de amendoim e gergelim no 1º Encontro Latino-americano
MATO GROSSO
O 1º Encontro Latino-americano do Amendoim e Gergelim (Elage) reúne participantes do Brasil, Paraguai, Argentina e Estados Unidos nesta quinta-feira (14.04), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O evento encerra a programação do 8º Fórum Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais, que ocorreu ao longo da semana.
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedec-MT), é um dos expositores do encontro, promovido pelo Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) em parceria com a Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir) e instituições apoiadoras.
No estande, a Sedec apresenta o potencial de produção das duas culturas no Estado, as áreas mais propícias para a produção das oleaginosas e prospecção de negócios em Mato Grosso.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, ser parceiro em eventos dessa proporção só mostra o quanto o Estado tem potencial de crescimento no agronegócio.
“Poder participar de eventos que reúnem as maiores autoridades e pesquisadores dessas culturas na América Latina demonstra o quanto Mato Grosso é reconhecido pela sua produção agropecuária e o quanto tem a contribuir em segurança alimentar para o Brasil e o mundo. São culturas relativamente novas para o Estado, mas estamos em processo de expansão das áreas plantadas”, relata Miranda.
Confira abaixo a programação completa de painéis e palestras do 1º Elage:
8h15 às 8h55 – Mercado mundial de amendoim;
9h às 9h30 – Manejo do amendoim no Cerrado – As pesquisas em andamento;
9h35 às 10h05 – A contribuição do Instituto Agro (IAC) para o desenvolvimento da cultura do amendoim no Brasil;
10h10 às 10h45 – A cadeia do amendoim na Argentina;
10h50 às 11h20 – A evolução do amendoim na Argentina – Uma abordagem histórica;
11h25 às 12h15 – Modelo mato-grossense de apoio à pesquisa – Desafios da cadeia do amendoim no Brasil;
12h20 às 13h25 – Almoço;
13h30 às 14h15 – Gergelim – Avanços no melhoramento genético;
14h20 às 14h45 – O mercado mundial e o Brasil;
14h50 às 16h10 – Gergelim – Mercado Mundial;
16h15 às 16h30 – Nematoides em gergelim: oportunidades e desafios.
Saiba mais sobre o evento acessando AQUI.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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