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Brasil vence Tailândia em estreia no Mundial de futebol PC
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O Brasil estreou com vitória no Campeonato Mundial de futebol de paralisados cerebrais (PC), antigamente chamado de “futebol de sete”. Nesta segunda-feira (2), a seleção nacional derrotou a Tailândia por 3 a 1, encerrando a primeira rodada na liderança do Grupo B. O torneio é disputado em Salou (Espanha).

Os brasileiros somam os mesmos três pontos da Irlanda, que venceu a Alemanha por 2 a 0, mas ficam à frente pelo número de gols marcados. Os dois primeiros colocados da chave avançam às quartas de final. Duas vezes vice-campeã (2003 e 2013), a seleção busca um título inédito.
O jogo foi mais complicado que o esperado, com os tailandeses se fechando na defesa, dificultando a entrada dos brasileiros na área. A resistência asiática sucumbiu aos oito minutos do primeiro tempo (cada período no futebol PC tem 30 minutos). Na sequência de uma bola recuperada perto da entrada da área, Heitor Ramires bateu de primeira e acertou o canto direito do goleiro Chanon Wonghangmit.
Na etapa final, Heitor balançou novamente as redes, aos quatro minutos, arriscando da intermediária, sem muita força, mas contando com o quique da bola, que enganou o arqueiro tailandês. A seleção asiática conseguiu diminuir quatro minutos depois, com Bannasak Nuepho, que foi lançado às costas da defesa e bateu na saída do goleiro José Mário. Aos 20, porém, Ângelo Matheus tabelou na entrada da área e fez o terceiro e último gol dos brasileiros, que ainda mandaram três bolas na trave ao longo da partida em Salou.
O próximo compromisso do Brasil será nesta quarta-feira (4), às 4h30 (horário de Brasília), contra a Alemanha. Os jogos são transmitidos de forma gratuita no site da plataforma Esport+.
A modalidade
No futebol PC, os atletas são divididos em três classes: FT1, FT2 e FT3. Na FT1 estão aqueles com maior comprometimento. Cada equipe, obrigatoriamente, precisa ter ao menos um deles entre os sete titulares. A FT3 reúne os jogadores com menor grau de paralisia. Somente um pode estar no gramado em cada time.
As regras são semelhantes à do futebol convencional. Além da duração do jogo, outras diferenças estão no número de atletas por equipe (sete), no tamanho do campo (70 metros por 50 metros) e da baliza (dois metros por cinco metros), na ausência do impedimento e na cobrança de lateral (pode ser feita com apenas uma das mãos).
Edição: Fábio Lisboa
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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa
Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:
Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.
“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”
Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.
“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”
Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.
“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”
Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.
Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.
“É proibido não acreditar.”
A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.
A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.
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