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Coluna – Libra não é real e, por outro lado, os “signos” não combinam

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A nova reunião entre os principais clubes de futebol do país tem um ponto positivo: a ideia da criação da uma liga de futebol no Brasil caminha para a frente. Até nome ela já ganhou: Libra, nome que não me agrada, pois podemos relacionar à moeda inglesa ou ao signo. E em nenhum dos casos parece ser interessante – a libra é estrangeira e cara; e o signo, representado por uma balança, busca harmonia e paz, mas têm por característica, também, a indecisão e a impaciência. E disso a gente não precisa!

O encontro colocou frente a frente dois grupos bem distintos: um com os paulistas e o Flamengo, já apresentando documentos, divisão de cotas e uma empresa interessada em organizar a nova liga, a Codajas Sports Kapital (CSK), em parceria com o BTG Pactual; e outro, o “Forte Futebol”, que reúne dez clubes autointitulados emergentes, tendo como embaixador o Atlético-MG. Nesse grupo está o Athletico-PR, reconhecido por sua postura quase sempre contrária a dos clubes do eixo Rio-São Paulo, na defesa de seus direitos – não custa lembrar que é o único clube que vendeu seus jogos em TV fechada para uma empresa diferente da que atende aos demais 19 clubes da Série A.

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Dizem que o bolso é a parte mais sensível do ser humano e, na discussão da liga, esse assunto não poderia ficar de fora. Até porque um dos objetivos da criação dessa liga é exatamente o de permitir a todos um faturamento melhor e mais bem dividido. E a forma de divisão das cotas de TV tem percentuais diferentes para cada um dos grupos. Há quem afirme que na reunião prevista para a próxima semana, na sede da CBF, essa discordância seja superada, mas eu não acredito. Você aceitaria reduzir sua cota atual, com a possibilidade de ter de enfrentar sua torcida, sendo acusado de ajudar o rival? O que faria um libriano?

Apenas seis clubes assinaram o documento apresentado hoje, exatamente os que convocaram a reunião: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Bragantino e Flamengo. Os demais preferiram “pedir vista do processo”, como se diz no jargão jurídica. O Vasco, em processo de transformação em SAF, alegou, ainda, que precisa estudar com o futuro parceiro se adere ou não à liga.

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No início do texto, falei que há um ponto positivo no encontro. Ao longo dele, citei os que considero negativos, ou ao menos de difícil solução, até porque não são discutidos há pouco tempo. Creio que a Libra ainda fique no papel por um bom tempo. A menos que os astros ajudem. Eles revelam que a partir de 10 de maio, o ano será promissor, em termos de contratos e negociações. Será que o mapa astral vai ajudar?

* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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