MATO GROSSO
Intermediação do Governo garante ampliação do abastecimento de GNV em Cuiabá e Várzea Grande
MATO GROSSO
Os postos de combustíveis que comercializam o gás natural veicular (GNV) em Cuiabá e Várzea Grande deverão dobrar a capacidade de abastecimento até o final deste mês. A medida é resultado de uma intermediação do Governo do Estado junto a empresa GNC Brasil – distribuidora de gás natural Ltda, responsável pela comercialização do gás em Mato Grosso. A expectativa é que novos postos de abastecimento também sejam ser abertos até o mês de junho.
“A função do Governo do Estado é garantir o gás natural para a distribuição nos postos de combustíveis, mas diante da crescente demanda pelo produto, decidimos intervir. Conversamos com os responsáveis pela expansão do serviço e conseguimos ampliar o número de bicos e de postos para agilizar o abastecimento dos veículos de consumidores de gás natural”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda.
De acordo com o presidente da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), Rafael Reis, além da ampliação dos pontos de abastecimento, dois novos postos passarão a oferecer GNV na Capital.
“Temos ótimas notícias para os consumidores do GNV da grande Cuiabá: após negociação com a GNC, o número de bicos de abastecimentos de gás nos três postos de Cuiabá irá dobrar até o final de maio. De dois, passarão para quatro em cada posto. Em Várzea Grande, quadruplicou desde o dia 1º de maio. O Posto Santos Dumont, de 2 bicos de gás natural passou a ter 8. Outra novidade foi a abertura de mais um posto de GNV em Cuiabá, que começou a operar nesta segunda-feira, 9 de maio”, explicou Reis.
O presidente da MT Gás ainda informou que até 15 de junho Cuiabá contará com mais um posto de GNV, totalizando cinco postos na Capital e um em Várzea Grande.
Confira os postos de abastecimento do GNV:
Posto Santos Dumont – Várzea Grande;
Posto América – Cuiabá;
Posto Santa Eliza – Cuiabá;
Posto Ipê – Cuiabá;
Posto Vip – Cuiabá;
Posto Fort – Cuiabá – previsto para entrar em operação até 15.06.
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.