MATO GROSSO
Forças de Segurança de MT e Goiás apreendem 25 quilos de cocaína na divisa entre os dois Estados
MATO GROSSO
Uma ação integrada do Grupo Especial de Fronteira de Mato Grosso (Gefron-MT) com o Comando de Operações de Divisas de Goiás (COD-GO), realizada no final da tarde desta quinta-feira (12.05), resultou na apreensão de 25,7 quilos de pasta base de cocaína, avaliados em R$ 800 mil.
A droga estava em um veículo que saiu da Bolívia e seguia por Goiás. A abordagem e apreensão ocorreram em uma estrada vicinal no município de Chapadão do Céu (629 km de Cuiabá).
O Gefron levantou as informações que levaram à identificação e ao possível trajeto do veículo, um Ford Ecosport, preto, sob o qual pesava a suspeita de tráfico de droga.
A partir daí policiais da unidade especializada daquele estado fizeram buscas e localizaram. Dividida em 25 tabletes, a cocaína estava armazenada em compartimentos ocultos de diversos pontos internos do veículo.
Conforme a narrativa do motorista, registrada pelos policiais, a droga seria levada para uma organização criminosa no Estado de São Paulo. Ele ainda confessou que receberia R$ 250 mil pelo transporte do entorpecente.
O homem e a carga foram encaminhados à Delegacia de Chapadão do Céu, em Goiás. Nesta operação, o prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 850 mil.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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