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Governo concede mais de R$ 1,4 milhão em microcrédito com garantia do Fundo de Aval

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A Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT) liberou R$ 1,465 milhão em créditos contratados, com a garantia do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), resultado de uma parceria da instituição financeira estadual com o Sebrae.

Entre fevereiro e 15 de maio de 2022, 123 empreendedores – 101 microempreendedores individuais (MEIs), 15 microempresas e 7 empresas de pequeno porte (EPP) – tiveram acesso facilitado ao crédito em 31 municípios mato-grossenses.

“A expectativa era de liberar R$1 milhão no ano, mas em pouco menos de três meses esse valor foi atingido”, explica Mayran Beckmann, superintendente financeira da Desenvolve MT. 

Genilson Gomes dos Santos foi um dos beneficiados. Há seis anos empreendendo na Oficina do Lanche, em Querência (973 km de Cuiabá no sentido nordeste), ele conta que no ano passado tentou acessar o crédito, mas foi pelo Fampe que conseguiu o valor desejado. 

“Eu apresentei o avalista, mas a garantia não foi o suficiente. O fundo foi o melhor caminho e agora pretendo ampliar e melhorar o meu negócio”, explica Genilson.

Para se destacar no ramo alimentício, o empreendedor tem a intenção de melhorar a estrutura do seu negócio e ampliar a capacidade de atendimento. Ele conta ainda, que pretende separar o caixa, deixando a estrutura do trailer exclusivamente para a produção dos lanches.

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Mayran Beckman, da Desenvolve-MT, esclarece que o fundo é um meio de democratização do acesso ao crédito, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos pequenos empreendedores. “É visível a dificuldade em depender de aval de terceiros para investir no próprio negócio. O acesso ao fundo é uma oportunidade para o empreendedor melhorar o seu negócio e exercer o seu trabalho”, explica. 

A democratização do acesso ao crédito através do Fampe já atingiu diversos municípios no estado em três meses de vigência, contemplando empreendedores de Arenápolis, Barra do Garças, Brasnorte, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Canarana, Colíder, Cuiabá, Feliz Natal, General Carneiro, Guarantã do Norte, Jaciara, Jauru, Juína, Lucas do Rio Verde, Nobres, Nortelândia, Nova Maringá, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Poxoréu, Querência, Rondonópolis, Rosário Oeste, Sapezal, Sinop, Tangará da Serra, Terra Nova do Norte, União do Sul, Várzea Grande e Vila Rica.

Uma outra oportunidade para ampliar ainda mais o acesso ao crédito, pelos empreendedores mato-grossenses, é o MT Garante. O Fundo de Aval do Governo do Estado concederá aval a financiamentos para Microempresas Individuais (MEIs), Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP) e Pequenos e Médios Produtores. O MT Garante está na fase de credenciamento das instituições financeiras interessadas em operacionalizá-lo.

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Fampe – Uma alternativa para empreendedores sem avalistas, o Fundo de Aval do Sebrae pode garantir até 80% de financiamentos entre R$10 mil e R$700 mil, para investimento fixo, capital de giro, ou desenvolvimento tecnológico e inovação.

Para se habilitar ao Fampe, o empreendimento deve estar formalizado, como MEI ou micro e pequena empresa, e pagar uma comissão de Concessão de Aval (CCA) pela sua utilização.

O Fampe não é automático. Para utilizá-lo nas operações de crédito, o empreendimento passará por análise do setor de crédito.

MT Garante

A previsão é de que em 15 de junho, o Fundo de Aval do Governo de Mato Grosso (MT Garante) esteja disponível para os empreendedores interessados em usá-lo como garantia nas operações de crédito. 

O MT Garante poderá avalizar operações de até R$ 70 mil, para MEIs e Pequenos Produtores Rurais; até R$ 200 mil, para Microempresas; e até R$ 300 mil para Empresas de Pequeno Porte e Médios Produtores Rurais.

Em caso de dúvidas, entrar em contato com a Desenvolve MT peloo telefone (65) 3613-7900, pelo WhatsApp (65) 98421-0356 ou no site desenvolve.mt.gov.br

(Com supervisão de Livia Rabani) 

Fonte: GOV MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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