MATO GROSSO
Governo de Mato Grosso investe mais de R$ 43 milhões em Matupá
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 43 milhões no município de Matupá (a 717 km de Cuiabá). Desse montante, R$ 15,3 milhões foram apenas para o melhoramento da infraestrutura regional, enquanto o restante foi para as áreas de educação e realização de obras sociais.
Os dois principais investimentos do Governo de Mato Grosso pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) foram as construções de duas pontes de concreto sobre a MT-322 sobre os rios Porcão (26 metros) e Braço Norte II (151 metros). Ambas somam R$ 7,8 milhões em recursos. Ainda na MT-322, o Governo de Mato Grosso fez a manutenção de sete quilômetros no valor de R$ 856,1 mil.
Por meio de convênios já assinados com o Governo de Mato Grosso, a Prefeitura de Matupá fica responsável pela urbanização de canteiros centrais, asfaltamento de ruas do bairro Industrial e reforma do Clube da Terceira Idade Tia Celina. As três obras somam R$ 6,8 milhões.

Outras obras e ações serão viabilizadas com a assinatura de formalização de convênios pelo governador Mauro Mendes nesta terça-feira (28). São R$ 11,9 milhões para a manutenção da pista de pouso, pista de taxiway e cerca para o aeroporto de Matupá; asfalto novo da Avenida Deputado Sebastião Alves Júnior; além de compra e instalação de luminárias de LED.
Máquinas e equipamentos
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) entregou R$ 1 milhão em máquinas e equipamentos. Foram repassados para o município sete tanques resfriadores, dois tratores, uma carreta basculante, três aradoras, uma carreta agrícola, uma caminhonete pick-up, 20 motocultivadores e 300 toneladas de calcário.
Educação
O principal investimento para a área da educação é a construção de uma escola técnica estadual avaliada em R$ 12 milhões. A unidade teve uma ordem de serviço assinada no início de 2022 para a retomada de suas obras, que estavam paralisadas há 10 anos.
A unidade possui capacidade para 1,5 mil alunos, e estrutura com dois pavimentos divididos em 11 laboratórios profissionalizantes, laboratório especial, 12 salas de aula, auditório para 148 pessoas, biblioteca, refeitório, centro de convivência, ginásio poliesportivo coberto, área administrativa e estacionamento.

Entre os demais investimentos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) investiu R$ 1,9 milhão na entrega de dois ônibus escolares, compra de notebooks e pagamento de internet para professores, entrega de 80 aparelhos de ar-condicionado e móveis, implantação da Diretoria Regional de Educação e manutenção da Escola Estadual Indígena Terena de Komomoyea Kovôero.
Social
A área social de Matupá teve um investimento de R$ 616,6 mil ao longo dos últimos três anos. O valor foi revertido para a transferência de renda para 178,3 mil, na compra de veículos para o Conselho Tutelar, distribuição de 2,3 mil cestas básicas e 1,1 mil cobertores.
Outras ações
O Governo de Mato Grosso também entregou duas ambulâncias de R$ 280 mil e um veículo de fiscalização de R$ 231 mil para o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea); fez empréstimo de R$ 163,2 mil para o comércio local e, em parceria com a Prefeitura, promove a reforma de R$ 350,3 mil do Mini ginásio Jardim das Flores e implantação de academias ao ar livre para as comunidade rurais.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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