MATO GROSSO
Servidores efetivos, comissionados e temporários podem aderir ao MT Saúde
MATO GROSSO
Além dos servidores efetivos, os exclusivamente comissionados e os profissionais com contrato temporário com o Poder Executivo, como os professores contratados da rede estadual, também podem fazer parte da rede de beneficiários do plano de assistência à saúde do servidor público, o Mato Grosso Saúde (MT Saúde).
A adesão ao MT Saúde pode ser feita com mensalidades a partir de R$ 110,58 e de forma online pelo site: www.matogrossosaude.mt.gov.br ou e-mail: atendimento@mtsaude.mt.gov.br
O convênio possui cerca de 450 prestadores de serviços entre hospitais, clínicas, laboratórios e médicos de diversas especialidades, amplo rol de cobertura assistencial e mensalidades com valores abaixo da média de mercado. Além disso, oferta serviços de teleconsulta e pronto atendimento digital 24 horas.
“O MT Saúde é um plano que surgiu para entregar assistência à saúde dos servidores públicos do Estado de Mato Grosso. Sem distinção de vínculo, os beneficiários podem usufruir de todos os benefícios ofertados pelo convênio, como atendimento de urgência e emergência nos prontos atendimentos dos hospitais credenciados, realização de exames laboratoriais de imagens e cirurgias”, afirmou a presidente do MT Saúde, Misma Thalita dos Anjos.
Após a quebra de vínculo com o Estado, os profissionais contratados temporariamente poderão solicitar a permanência no plano de saúde, como “inativo optante”, até 30 dias após o seu desligamento.
Outra vantagem oferecida pelo MT Saúde é a portabilidade entre convênios sem cumprir carência, caso o plano anterior tenha mais de um ano, e carência zero para consultas e exames simples àqueles que já fizeram parte da carteira de beneficiários e desejam retornar.
Com foco em expansão, além de Cuiabá e Várzea Grande, a rede de atendimento conta com prestadores credenciados nas cidades de Alta Floresta, Campo Verde e Primavera do Leste, e “segue em franco crescimento”, ressaltou a presidente.
“Estamos em tratativas com outros parceiros em Cuiabá e no interior para expandir a rede do plano para os principais polos de Mato Grosso”, completou.
No início deste mês, o Hospital São Mateus, localizado em Cuiabá, foi credenciado à rede do MT Saúde, beneficiando diretamente os quase 18 mil conveniados ao plano.
Veja aqui a listagem de todos os profissionais e especialidades credenciadas ao convênio.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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