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Ministros do STF lançam livro “Liberdades”, com participação de Marcus Vinicius Coêlho

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Em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) em parceria com o Instituto Justiça e Cidadania (IJC) lançam nesta quarta-feira (3/8), às 18h, o livro e a cartilha “Liberdades”.

A publicação, que integra o Projeto Liberdades, traz artigos escritos pelos onze ministros da mais alta Corte do País, que discorrem sobre as várias liberdades constitucionais, e pelo presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, pelo professor de direito penal Pierpaolo Bottini, que escrevem, respectivamente, artigos sobre a liberdade profissional e a liberdade de ensino e aprendizagem.

O evento será no Salão Branco do STF e será seguido da exposição dos 14 painéis em grafite, pintados em maio deste ano por artistas urbanos, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em frente ao Tribunal, cada um representando um tipo de liberdade.

A cartilha tem apresentação de Beto Simonetti, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Simonetti diz que não há ninguém melhor para falar sobre a Constituição do “que os ministros do Supremo Tribunal Federal, os responsáveis por dar a última palavra na interpretação do Direito Constitucional”.

“No momento em que o Brasil comemora o bicentenário da Independência, é muito oportuno o Projeto Liberdades, que por meio desta cartilha traz aos jovens do Ensino Médio informações de qualidade para estimular profundas reflexões. Não apenas sobre as nossas liberdades, mas também sobre a importância das leis para a construção da sociedade livre, justa e solidária”, destaca, Beto Simonetti.

Liberdades

Em seu artigo, o presidente da corte, ministro Luiz Fux, discorre sobre a liberdade econômica e destaca que “conforme a Constituição, as atividades econômicas em nosso país devem valorizar o trabalho e a livre iniciativa, com a finalidade de promover justiça social e permitir a existência digna a todos os cidadãos”.

A ministra Rosa Weber, vice-presidente do Tribunal, fala sobre a liberdade sindical e afirma que “o exercício da liberdade sindical e de associação profissional é a maneira mais eficiente, até o momento encontrada, para a superação das desigualdades, no âmbito coletivo, por parte dos trabalhadores”.

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Para falar sobre a liberdade de ir e vir, o decano, ministro Gilmar Mendes, ressalta que o STF tem interpretado de maneira vasta o instrumento jurídico, conhecido como habeas corpus e que “a liberdade de locomoção há de ser entendida de forma ampla, não se limitando a sua proteção à liberdade de ir e vir diretamente ameaçada, como também a toda e qualquer medida de autoridade que possa afetá-la, mesmo que indiretamente”.

Já o ministro Ricardo Lewandowski discorre sobre a liberdade de reunião. Para ele, essa liberdade, principalmente em espaços públicos, “é um direito que potencializa outro direito fundamental, a liberdade de manifestação – indispensável para a participação de todos os cidadãos na vida política do País”. E destaca que não é um direito absoluto, já que a Constituição de 88 estabelece que as reuniões sejam pacíficas, “sem armas” e “que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local”.

“Todo atentado à democracia aposta no cidadão desatento. Por isso, ataca a imprensa. Ignorância não é liberdade, é carência”, afirma na publicação a ministra Cármen Lúcia ao falar sobre a liberdade de imprensa. A ministra ainda afirma que “sem a imprensa, não haveria democracia”.

Sobre liberdade de expressão, o ministro Dias Toffoli diz que ela “é desafiada hoje em dia pelas novas tecnologias, pois, apesar de darem voz a milhões de pessoas, as redes sociais foram capturadas por movimentos que espalham notícias falsas, as famosas fake news”.

O ministro Luís Roberto Barroso discorre sobre a liberdade sexual. A Constituição Federal afirma que “todos são iguais perante a lei” e que todos têm o direito de viver em liberdade e segurança. “A partir dessas garantias constitucionais, a comunidade LGBTQIA+ foi à luta em busca de respeito, consideração e igualdade. Não foi fácil. Lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e outros grupos tiveram que enfrentar – e ainda enfrentam – muitos preconceitos”, destacou o ministro.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, diz que “apesar das eleições provocarem debates acalorados sobre defeitos e qualidades dos candidatos, a longo prazo elas estimulam a harmonia na sociedade”, e que “a liberdade de escolha do eleitor está exatamente na possibilidade de “mudar de opinião e de dirigentes” sem colocar em risco a estabilidade da democracia”, ao falar sobre a liberdade do eleitor.

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“A liberdade do voto nas eleições depende da liberdade para discutir qualquer assunto publicamente”, declara o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do TSE, em seu artigo sobre a liberdade do candidato.

O ministro Kassio Nunes Marques discorre sobre a liberdade empresarial e afirma que a Constituição Federal de 1988 fez dela um dos pilares da ordem econômica brasileira. E acrescenta “O Poder Judiciário desempenha um importante papel para manter o equilíbrio entre os interesses públicos e os interesses privados, de forma a conciliar crescimento econômico, desenvolvimento social e distribuição de renda”.

O ministro André Mendonça escreve sobre a liberdade religiosa e pontua sobre o Estado laico. Para ele, a religião é uma necessidade humana básica. “A laicidade colaborativa posiciona o Brasil como detentor de um dos mais avançados sistemas constitucionais no relacionamento entre Igreja (poder religioso) e Estado (poder político), no qual ambos, respeitosa e paralelamente, visam um fim comum: a promoção do bem geral do povo”, afirma.

Para o presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, a ausência de restrições é o que garante a liberdade profissional. “Se garantida sua liberdade profissional, o advogado pode empenhar-se pela efetividade dos direitos fundamentais. Quando o advogado é impedido de trabalhar, viola-se o direito de defesa do cidadão, as garantias processuais e o acesso à Justiça”, destaca em seu artigo sobre a liberdade profissional.

“A sala de aula é um território livre”, pontua o professor de direito penal Pierpaolo Bottini. Para ele, “o conhecimento implica o livre pensar, e não há livre pensar sem a possibilidade de analisar os assuntos sob todos os ângulos”.

Fonte: OAB Nacional

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Aulão jurídico on‑line une defesa criminal e solidariedade em apoio ao Abrigo João de Deus

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O advogado criminalista e professor Lucas Sá Souza promove no dia 22 de dezembro um aulão solidário on‑line sobre Habeas Corpus e Defesa nos Tribunais, com toda a arrecadação destinada ao Abrigo João de Deus. A iniciativa busca combinar capacitação jurídica com ação social, abrindo espaço para participação de profissionais de todo o país.

Pela primeira vez ministrado exclusivamente em formato virtual, o evento permite que advogados e estudantes de diferentes regiões acompanhem as palestras sem deslocamento. O modelo também visa ampliar o alcance da arrecadação, mantendo o objetivo de impactar diretamente a comunidade acolhida pelo abrigo.

“Além de ser a especialidade do nosso escritório, Sá Souza Advogados, é um assunto importantíssimo para a advocacia criminal, que sempre está em defesa da liberdade nos Tribunais. Pela primeira vez será realizado exclusivamente na modalidade on‑line, pois foi um pedido expresso de muitos colegas advogados de outros lugares do Pará e do Brasil, que sempre querem participar, mas terminavam impossibilitados”, afirma Lucas Sá Souza.

O histórico da mobilização mostra o compromisso do escritório com a causa social: desde 2022, o apoio ao Abrigo João de Deus se mantém ativo. Em 2025 um evento anterior resultou na doação de mais de uma tonelada de alimentos não perecíveis ao abrigo. A expectativa agora é ampliar esse resultado e reforçar o impacto da ação beneficente.

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“Realizamos este apoio ao abrigo desde 2022, pois entendemos que isso integra a missão social do escritório e também é uma forma de retribuirmos o tanto que recebemos da sociedade. Quanto à expectativa de público e de arrecadação, estou curioso, pois no último que fizemos, arrecadamos mais de uma tonelada de alimentos para o abrigo”, ressalta o advogado.

Inscrições e participação

Interessados devem enviar um e-mail para sasouzaadvogados@gmail.com , manifestando interesse. A equipe do escritório Sá Souza Advogados enviará as instruções para contribuição via pagamento de R$ 50 ou doação de 10 kg de alimentos não perecíveis.

Serviço

Data: segunda‑feira, 22 de dezembro

Tema: Habeas Corpus e Defesa nos Tribunais

Formato: 100% on‑line

Investimento: R$ 50 ou 10 kg de alimentos não perecíveis

Inscrições: enviar e-mail para sasouzaadvogados@gmail.com

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