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Eleições 2022

Beto Dois a Um aponta que modelo de trabalho democratizou investimentos na cultura e esporte

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MATO GROSSO

Ex-secretário da Secel-MT e candidato a deputado estadual, Beto Dois a Um (PSB), ressalta ações executadas para promover mudanças reais nos setores

O candidato a deputado estadual, Beto Dois a Um (PSB), avaliou durante entrevista que, durante os três últimos anos de gestão do atual governo de Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), promoveu uma série de ações conjuntas na pasta para atender áreas esquecidas e garantir avanços importantes na cultura e no esporte. “Buscamos democratizar o acesso aos recursos e ampliar o alcance para públicos que antes não conseguiam acessar os editais e quando acessavam não conseguiam ser contemplados para concretizar seus projetos”, afirmou.

Conforme o ex-secretário da Secel-MT, Beto Dois a Um, no período em que foi gestor, a secretaria lançou editais que contemplaram diversas áreas da cultura e do esporte, com estratégias de descentralização e desconcentração territorial dos recursos, possibilitando uma ampliação de mais de 80% de municípios com projetos financiados pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer sendo executados. 

“Fizemos reparos históricos. Criamos formatos de editais, com critérios sociais, econômicos e territoriais para que pessoas que nunca tiveram oportunidade pudessem ser contempladas. Ampliando a diversidade de produtos ofertados a população e democratizamos o acesso aos recursos, que chegaram aos quatro cantos de Mato Grosso, com projetos contemplando todas as regiões do Estado”, destaca.

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Beto Dois a Um (PSB)

 

Beto também aponta a dimensão do alcance com a forma em que foi aplicado e promoveu uma diversidade ainda maior, para que os trabalhadores e grupos da cultura tivessem mais acesso aos fundos. “Conseguimos pluralizar o atendimento ao setor cultural em relação aos editais do passado. Incluímos indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, comunidade LGBTQIA+ e diminuímos as distâncias, desconstruímos fronteiras”, pontua.

Beto Dois a Um aponta ainda o modelo prático de gerenciamento como um dos pilares para o sucesso dos editais da Secel, conceito que, segundo Beto, vai muito além de moldar os formatos para apresentarem bons resultados. “Foi preciso pensar a gestão com foco nas pessoas desde o princípio da iniciativa, fator que promoveu mudança até dentro dos perfis de contemplações dos programas”.

“Um exemplo disso, é que destinamos 60% dos recursos para os municípios do interior de Mato Grosso e 40% para a Baixada Cuiabana. Outro ponto é que antes dessa gestão, aproximadamente 70% dos projetos culturais eram aprovados por homens. Hoje, as mulheres representam 54% dos projetos contemplados”.

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Para Beto Dois a Um, este é um modelo de trabalho que pretende levar para dentro da Assembleia Legislativa. “Eleito deputado estadual, pretendemos fazer um trabalho focado em resultados que efetivamente atenda a população e os setores mais necessitados. Nossas bandeiras são claras e as entregas que fizemos nos trouxe até aqui”, aponta.

Fonte: Eleições 2022

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MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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