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Câmara vota cassação de Paccola na quarta-feira

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O presidente da Câmara de Vereadores, Juca do Guaraná Filho (MDB), convocou uma sessão extraordinária para a próxima quarta-feira (28). Os parlamentares irão votar o pedido de cassação do mandato do vereador e tenente-coronel da reserva da PM Marcos Paccola (Republicanos).

Paccola matou o agente do sistema socioeducativo Alexandre Miyagawa, o “Japão”, em 1º de julho deste ano e é réu por homicídio qualificado. O caso segue tramitando na Justiça e o vereador pode ser levado a Júri Popular, conforme pedido pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Na Câmara, a vereadora Edna Sampaio (PT) entrou com pedido de suspensão do parlamentar e de cassação do mandato. A suspensão foi rejeitada pelos vereadores em 2 de agosto por falta de previsão na Lei Orgânica e no Regimento Interno da Câmara.

O pedido de cassação foi encaminhado à Comissão de Ética, que aprovou parecer do vereador Kássio Coelho (Patriota) pela perda do mandato por quebra de decoro parlamentar. Paccola é candidato a deputado estadual e pode ficar inelegível se tiver o mandato cassado.

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Nesta segunda-feira (26), o presidente Juca do Guaraná convocou os vereadores e vereadoras para uma sessão que deve se iniciar às 14h de quarta-feira. O processo nº 11261/2022 é o único item da pauta.

A defesa de Paccola na Comissão de Ética foi feita por um advogado dativo depois que o vereador deixou correr o prazo sem apresentar seus argumentos contra a cassação. O defensor, Eronides Dias da Luz, argumentou que não haveria competência da Câmara para julgar o vereador em um caso de assassinato. O argumento foi rejeitado na comissão.

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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