MATO GROSSO
Entregador humilhado por miss é candidato em MT e usa polêmica em sua campanha
MATO GROSSO
O entregador Luiz André, 22 anos, que em 2019 foi “humilhado” pela então miss de Campo Novo do Parecis (404 km de Cuiabá), Bruna Reis Figueiredo, é candidato a deputado federal nestas eleições.
A ex-miss causou polêmica ao gravar um vídeo debochando do entregador do Uber Eats que estava em uma bicicleta, e subia devagar uma ladeira na avenida Miguel Sutil, em Campo Novo do Parecis.
“Eu não acredito. Está ruim para mim, está ruim para você, está ruim até para o Uber Eats. Olha isso daqui. Não é desmerecendo o trabalho do menino, mas é ai que você vê o porquê sua comida chega atrasada. A pessoa além de estar de bicicleta, esta na marcha lenta, não está conseguindo subir a ladeira”, disse a jovem, enquanto dava gargalhadas.
Por conta da postagem, Bruna perdeu o título de miss. A polêmica negativa fez com que ela apagasse o vídeo de seu instagram.
Usou a polêmica – Nas redes sociais, Luiz André divulga seu material de campanha voltado à humilhação sofrida na época. Até a música de sua campanha eleitoral cita a “humilhação”.
“Luizinho motoboy é gente da gente, é trabalhador, até quando foi humilhado ele não se abalou..” cita trecho do jingle dele.
O vídeo de campanha dele, patrocinado nas redes sociais, já foi visualizado mais de 3,4 mil vezes. “É hora de votar em gente da gente”, afirma.
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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