MATO GROSSO
Novos servidores concursados passam por treinamento no Indea
MATO GROSSO
Os 97 novos servidores públicos do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) iniciaram, nesta segunda-feira (17.10), no Hotel Paiaguás, em Cuiabá, o treinamento “Pré-serviço 2022”. A medida é uma política do Indea, para que os novos colaboradores conheçam a estrutura do órgão e aprendam sobre o funcionamento das coordenadorias administrativas e técnicas.
Após um hiato de 10 anos, os novos servidores ingressaram no Indea por meio de concurso público realizado em maio deste ano. Eles foram nomeados em agosto e entraram em efetivo exercício há cerca de 40 dias. Ao todo, foram convocados 111 novos servidores, mas 97 tomaram posse.
Eles vieram de todas as regionais para participar do treinamento. Nestes primeiros dias do treinamento, vão receber informações sobre questões administrativas, como uso de veículos oficiais, Sigadoc, pedido de diárias e materiais de consumo, entre outros tópicos.
A partir de 20 de outubro, eles devem receber treinamento sobre a área técnica na defesa vegetal, animal, tecnologia da madeira, fiscalização e a inspeção de produtos de origem animal.
“O treinamento, na parte técnica, é dividido entre as carreiras e perfis dos agentes técnicos agropecuário (nível médio), médicos veterinários e engenheiros agrônomos. No total, serão 84 horas/aulas e a intenção é a de que o Indea tenha sempre servidores treinados para prestar um melhor serviço à sociedade”, explicou o diretor administrativo do Indea/MT, Luiz Gustavo Tarraf Caran.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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