MATO GROSSO
Sesp arrecada livros para bibliotecas de unidades prisionais de Mato Grosso
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) disponibilizou, na sede do órgão, um ponto de arrecadação de livros para as unidades prisionais de Mato Grosso a partir desta segunda-feira (17.10). As obras vão ampliar a acervo de livros das bibliotecas que atendem os reeducandos que estudam e buscam na leitura uma forma de aliviar o cumprimento da pena.
A ação faz parte da Campanha “Livro para Ser Livre – A ressocialização pela leitura”, realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF), em parceria com Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seccional de Mato Grosso.
Conforme a Resolução 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), podem ser doados obras literárias, religiosas, filosóficas ou científicas. As entregas podem ser feitas em horário comercial, das 8h às 16h, de segunda a sexta-feira, na sede da Sesp, localizada na Avenida Júlio Domingos de Campos s/n – Centro Político Administrativo, Cuiabá-MT.
A norma também determina que cada recuperando pode ler apenas um livro por mês e fazer uma resenha sobre o assunto. O texto será analisado por uma comissão formada por membros do Poder Judiciário da comarca responsável pela unidade. Para cada obra lida, o recuperando garante a redução de quatro dias da pena.
Em Mato Grosso, a população carcerária é de 11.055, sendo disponibilizados um total de 16.917 livros nas 43 unidades prisionais. Se levar em consideração que cada interno pode ler apenas um livro por mês para a remição de pena, o acervo de obras poderia parecer suficiente. Porém, a intenção é ampliar os temas das obras, ofertando maior opção de escolha aos leitores, pois os livros também podem ser acessados por reeducando que estão estudando ou em qualquer atividade de leitura.
“O papel do Estado é oferecer melhores condições de ressocialização ao recuperando e a leitura é uma forma de humanizar o cumprimento da condenação. Além de reduzir o tempo da pena, o leitor adquire conhecimento que pode ser levado para a vida, após ganhar a liberdade”, explicou o Secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Jean Gonçalves.
Fora da Capital, as doações podem ser feitas também nos pontos de coleta dos Fóruns de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Sinop, Sorriso, Diamantino, Barra do Garças, Tangará da Serra, Primavera do Leste e Rondonópolis, do meio-dia às 19h. A sede da OAB-MT também é outro ponto de coleta.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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