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Funcionários de postos e de cartórios conveniados à Politec são capacitados para a emissão de RG

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) promoveu, durante os meses de setembro a outubro, o curso básico de Identificação Civil e Criminal, para funcionários de postos de identificação conveniados. O curso visa instrui-los sobre a operação dos Kits Biométricos, utilizados no processo de emissão da carteira de identidade.

Participaram da capacitação 62 funcionários dos cartórios das cidades de Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Campo Novo do Parecis, da Prefeitura de Poconé, onde serão instalados novos postos de identificação, e servidores da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), que atenderão no Centro de Cidadania do Shopping de Várzea Grande, que passará a ofertar o serviço de emissão do RG.

A etapa teórica do curso, realizada entre 26 a 30 de setembro, de forma remota, foi ministrada pelo papiloscopista Elthon Teixeira. Durante o treinamento foram apresentados conteúdos acerca da operacionalização do Sistema de Identificação Civil, Legislações, atendimento ao público, técnicas de coleta de impressões digitais e emissão de documentos de identificação civil e criminal.

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Já a etapa prática, realizada na sede da Politec em Cuiabá, contou com a divisão dos participantes em dois grupos. O primeiro grupo, formado pelos funcionários da prefeitura de Poconé, recebeu a capacitação prática entre os dias 3 a 7 de outubro. Os funcionários dos cartórios do interior do estado e da Setasc realizaram a capacitação na semana entre 17 a 20 de outubro.

*Com supervisão de Tita Mara Teixeira

Fonte: GOV MT

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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