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Programa convoca jovens a desenvolver soluções sustentáveis globais
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O Desafio Rise Global 2023, programa que concede benefícios vitalícios para jovens desenvolverem soluções sustentáveis globais, está com inscrições abertas. Voltada para jovens de 15 a 17 anos de todo o mundo, a iniciativa oferece bolsas de estudo, serviços de carreira e oportunidades de financiamento estudantil.

O programa Rise busca jovens que precisam de oportunidade e oferece apoio durante toda a vida. Mais de 150 mil pessoas em mais de 170 países já participaram do desafio. Ao todo, 200 jovens de 69 países já foram selecionados.
Para a organização do desafio, o talento é criado de forma igual, mas a oportunidade, não. Na avaliação dos organizadores, os jovens que passarem pelo programa serão capazes, por exemplo, “de tornar a educação mais acessível a mitigar o aquecimento global e desenvolver ferramentas para detectar melhor o câncer”. Rise é o carro-chefe da Schmidt Futures e âncora de um compromisso filantrópico de US$ 1 bilhão.
Nos últimos dois anos, sete estudantes brasileiros foram vencedores do Rise Global. Seus projetos incluem o desenvolvimento de um sistema de purificação de água usando apenas materiais sustentáveis para purificar a água da chuva e torná-la potável para brasileiros que não têm acesso a fontes limpas. Outra ideia premiada foi a promoção de conectividade em uma comunidade carente de São Paulo disponibilizando rede 4G a famílias.
Oportunidades
Os vencedores do Rise Global receberão apoio individualizado e flexível para o desenvolvimento de seus projetos. Além disso, todos os inscritos terão acesso a cursos online gratuitos e oportunidades selecionadas de parceiros. Para se conhecer as regras e a íntegra do programa, basta acessar o site do Desafio Rise. Todo o material está disponível em inglês.
Os ganhadores receberão, entre outros benefícios, uma temporada de três semanas com outros membros da edição de Vencedores do Rise Global; aconselhamento e apoio na carreira; acesso a programas especializados, cursos e outras oportunidades através de parceiros Rise. Além disso, será distribuída uma bolsa de quatro anos, pós-ensino médio em qualquer universidade acreditada, incluindo matrícula e auxílio para despesa.
Além disso, todos os vencedores do Rise Global podem se inscrever para a Rede de Parceiros, a combinação com programas, bolsas de ensino médio, estágios e outros benefícios de parceiros que fazem parte da rede. Também haverá oportunidade de financiamento para ideias inovadoras e bolsas de estudo para pós-graduação.
Inscrições
As inscrições, que poderão ser feitas até 25 de janeiro de 2023, às 14h59 (hora de Brasília), permitem que os candidatos selecionem os projetos mais adequados a seus interesses, capacidade e disponibilidade de tempo.
O Desafio Rise 2023 tem três fases. Na primeira, os candidatos apresentam, por meio de vídeos, um projeto individual que demonstre seus talentos e o impacto da proposta em suas comunidades, entre outras atividades.
Na etapa seguinte, são selecionados 500 finalistas, que demonstram suas motivações, capacidade de resolução de problemas e habilidades de trabalho em equipe em um formato inovador de entrevista. A terceira etapa consiste na seleção de 100 ganhadores que receberão benefícios vitalícios.
Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC Geral
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.