MATO GROSSO
Orquestra CirandaMundo apresenta concerto com temas de compositores latino-americanos
MATO GROSSO
A Orquestra CirandaMundo apresenta, nesta quinta-feira (10.11), o concerto “Ares de Latinoamérica”. A apresentação será às 20h, no Cine Teatro Cuiabá. O concerto é composto por temas clássicos de importantes compositores latino-americanos, além de música brasileira e ritmos regionais, inclusive uma série de rasqueado cuiabano arranjados especialmente para a orquestra.
Os ingressos são limitados e podem ser retirados antecipadamente na Casa de Bem-Bem (Rua Barão de Melgaço, 3963 – Centro), sede do Instituto Ciranda, basta levar dois quilos de alimento não perecível para doação. E também podem ser retirados no dia da apresentação, a partir das 19h, no Cine Teatro Cuiabá.
O repertório reúne obras de grandes nomes latino-americanos, como o tango “Milonga del Angel”, do argentino Astor Piazzolla; e duas composições do mexicano Arturo Márque, bem como a série de rasqueados cuiabanos e outros ritmos populares em Mato Grosso, expressos nos temas “Merceditas”, “Chalana” e “Trem do Pantanal”.
Como “Ares de Latinoamérica” é um concerto que transita entre ritmos regionais, brasileiros e continentais, o maestro Murilo Alves ressalta seu potencial de tocar o público. “Uma música mais conectada com a gente, com as questões atuais, com o nosso povo, com a fronteira, enfim, é um repertório bem rico e quem for vai poder vivenciar uma experiência musical incrível”.
Este é o primeiro de uma série de seis concertos promovidos pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Todas estas apresentações serão no Cine Teatro Cuiabá.
Serviço
Orquestra CirandaMundo apresenta concerto “Ares de Latinoamérica”
Local: Cine Teatro Cuiabá
Data: 10 de novembro, às 20h
Ingresso: Doação de 2 kg de alimento não perecível (os ingressos podem ser retirados antecipadamente, na Casa de Bem-Bem, ou no dia da apresentação, a partir das 19h)
*Com informações da Assessoria
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.