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Mato Grosso recebe 19.440 doses de vacina para a faixa etária de seis meses a três anos

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) recebeu, na manhã desta sexta-feira (11.11), 19.440 doses da vacina Pfizer, destinada ao público de seis meses de idade e a menores de três anos. De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, este quantitativo deverá ser destinado à aplicação de três doses prioritariamente em crianças com comorbidades.

Entre os dias 11 e 18 de novembro, o Ministério da Saúde treinará as equipes do Estado e dos municípios para a aplicação da vacina. Por isso, as doses serão distribuídas às regionais a partir de 16 de novembro.

Na primeira etapa de distribuição dos imunizantes, será enviado a quantidade relativa à aplicação das 1ª e 2ª doses. Seguindo a orientação do Governo Federal, o restante destinado à terceira dose será armazenado, para encaminhamento futuro.  

“Como não há previsão de envio de mais doses para esta faixa-etária, é importante que os municípios sigam as orientações e diretrizes do Plano Nacional de Imunizações, para que tenhamos êxito nesta dinâmica”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes.

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As comorbidades contempladas nesta faixa-etária foram estipuladas pelo próprio Ministério da Saúde e podem ser acessadas no documento ao final da matéria. A logística de aplicação de vacinas é desenvolvida pelas prefeituras. Para mais informações relativas à vacinação, o cidadão deve procurar a Secretaria Municipal de Saúde do seu município.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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