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Coluna – Brasil disputa Libertadores de futebol em cadeira de rodas

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Começa nesta quarta-feira (16), em Buenos Aires (Argentina), a quinta edição da Libertadores de power soccer, como é chamado o futebol em cadeira de rodas. A modalidade é praticada por atletas com deficiências motores severas, como lesões medulares, sendo que homens e mulheres jogam juntos. O torneio reunirá equipes de Brasil, Uruguai e do pais anfitrião. Os brasileiros serão representados por Fortaleza e Rio de Janeiro Power Soccer (RJPS). 

O Leão do Pici está no Grupo A, com Deportivo Montevidéu (Uruguai) e Tigres (Argentina). Os cearenses estreiam contra o time uruguaio, às 10h30 (horário de Brasília) desta quarta. Em seguida, às 13h25, encaram os argentinos. O RJPS, por sua vez, aparece no Grupo B, junto de Huracán de Carrasco (Uruguai) e Los Titanes (Argentina). Também nesta quarta-feira, às 11h40, os cariocas medem forças com o Huracán. Mais tarde, às 16h40, encerram a participação na primeira fase contra o Los Titanes.

Os dois primeiros de cada chave avançam às semifinais, que estão marcadas para quinta-feira (17), com jogos às 12h10 e 13h15. A disputa pelo terceiro lugar será às 15h, enquanto a grande final está marcada para 16h10.

O único time brasileiro a vencer a Libertadores foi o Novo Ser, do Rio de Janeiro, em 2015, na primeira edição. Em 2016, o título ficou com o Huracán de Carrasco. No ano seguinte, o Tigres levantou a taça. O último ganhador foi o Deportivo Montevidéu, em 2018. A competição não ocorreu em 2019, ano em que foi realizada a Champions Cup, no Velódromo do Parque Olímpico, na zona sul da capital carioca, reunindo campeões de Brasil, Estados Unidos, Argentina e Uruguai – o RJPS venceu. Nas duas últimas temporadas, devido à pandemia da covid-19, não teve disputa.

final - Fortaleza x Rio de Janeiro Power Soccer - Brasileiro 2019 - futebol em cadeira de rodas final - Fortaleza x Rio de Janeiro Power Soccer - Brasileiro 2019 - futebol em cadeira de rodas

O Rio de Janeiro Power Soccer foi tetracampeão do Brasileirão 2019 de futebol em cadeira de rodas ao derrotar o Fortaleza na final – Divulgação/Fortaleza PS

Os representantes do país na Libertadores foram definidos no último campeonato nacional, realizado em 2019. Tetracampeão do Brasil, o RJPS disputará o torneio continental pela quinta vez. Na última edição, o time carioca ficou na sétima colocação.

“A expectativa é a melhor possível. Estou bastante confiante que faremos um ótimo campeonato. Eu e meus colegas de time treinamos muito para esse momento, para conquistarmos o título. É a minha quarta vez na Libertadores. A cada ano que participo, ganho mais experiência e amadurecimento”, comentou Pedro Henrique, goleiro do RJPS, à Agência Brasil.

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Vice-campeão brasileiro, o Fortaleza estreará na competição sul-americana. O Tricolor é um dos únicos clubes de futebol do país a contar, também, com uma equipe de power soccer – o Botafogo é outro.

“Nosso último jogo foi em 2019, então focamos nos aspectos táticos, visto que teremos um grupo reduzido, sem reservas, por logística financeira. Por ser a primeira competição internacional, a ansiedade está enorme. Temos o Darci [Júnior], que já disputou o torneio. Nossa parceria com o Fortaleza utiliza a marca do clube, buscando uma visibilidade maior da modalidade, mas ainda é um projeto embrionário. Precisamos divulgar, fortalecer, colocar os atletas em evidência”, projetou o técnico do Leão do Pici, David Xavier.

“Sendo a primeira [participação], precisamos nos entregar ao máximo, com muito foco. Jogar uma competição equivalente à do futebol convencional é uma grande motivação. Sendo jogador e torcedor, a motivação é bem maior, de representar meu estado, o Nordeste e meu time do coração”, completou Igor Gomes, atleta do Fortaleza.

Mira paralímpica

Os jogadores do power soccer são divididos em duas classes funcionais: PF1 (maior comprometimento físico-motor) e PF2 (maior mobilidade, grau de deficiência moderado). São quatro atletas de cada lado, sendo três de linha e um goleiro. Somente dois PF2 podem estar em quadra simultaneamente em cada equipe. As cadeiras, motorizadas, não podem superar 10 quilômetros por hora. A velocidade máxima é aferida antes de cada partida, disputada em dois tempos de 20 minutos.

A Federação Internacional de Power Soccer (Fipfa, na sigla em inglês) é responsável pela modalidade e organizadora da Copa do Mundo, realizada pela primeira vez em 2007, em Tóquio (Japão). Os EUA ficaram com o título, repetindo a dose quatro anos depois, em Paris (França). A terceira edição ocorreu em 2017, na cidade norte-americana de Kissimmee, com vitória francesa.

O próximo Mundial será em 2023, em Sydney (Austrália). Inicialmente marcado para 2021, o torneio sofreu duas alterações de data, em razão da pandemia. O Brasil não estará presente, já que terminou a Copa América de 2019, realizada no Rio de Janeiro, na quarta posição. Os três primeiros (EUA, Uruguai e Argentina) ficaram com as vagas do continente.

power soccer é uma das 33 modalidades que se candidataram para integrar o programa da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. A previsão é que os esportes selecionados para os Jogos sejam anunciados pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) até janeiro do ano que vem.

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“A gente espera que, além de cumprir os requisitos, o power soccer tenha uma chance maior [de estar em 2028] pela Paralimpíada ser nos EUA, que é referência na modalidade, para estarmos participando com a seleção brasileira. Esperamos muito que dê certo e isso motive a ter mais equipes no Brasil, onde ainda não temos um número muito grande, além de fortalecer o continente sul-americano e dar aos atletas a chance de respirar o espírito paralímpico, que é muito legal”, disse Jaime Torres, diretor de Esportes e técnico do RJPS.

Fim de ano cheio

power soccer segue em Buenos Aires na sexta-feira (18), com o Campeonato Sul-Americano de seleções. O Brasil estreia às 10h15, diante da Argentina. Na sequência, às 11h50, enfrenta o Uruguai. Às 13h30, o jogo entre uruguaios e argentinos encerra a competição. Dos oito atletas convocados para a equipe brasileira, seis estarão na Libertadores, sendo três pelo RJPS (Pedro Henrique, Bernardo Borges e Lucas Dutra) e três pelo Fortaleza (Igor Gomes, Saymon Calista e Darci Júnior), que também cederá o técnico David Xavier.

Já em dezembro, a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), em Niterói (RJ), recebe, entre os dias 16 e 17, o Campeonato Brasileiro da modalidade, que voltará a ser realizado após dois anos. Como as inscrições estão abertas até o próximo dia 30, o número de participantes ainda não está definido, mas a expectativa é que a competição reúna de três a seis equipes.

Fonte: EBC Esportes

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Chicago Fire Entra na Disputa pelo Passe de Neymar, Concorrendo com o Inter Miami

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A possibilidade de Neymar jogar nos Estados Unidos ganha força, com clubes da Major League Soccer (MLS) intensificando os contatos para contar com o craque. De acordo com o jornal francês L’Equipe, o Chicago Fire entrou na disputa com o Inter Miami para contratar Neymar, que tem contrato com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, até o final da temporada 2024.

Ambos os clubes já teriam iniciado conversas com a equipe de Neymar para tentar concretizar o negócio para a próxima temporada. Em janeiro, o brasileiro revelou o desejo de reencontrar seus amigos Messi e Suárez, com quem jogou no Barcelona, e comentou sobre a possibilidade de reviver o trio no Inter Miami.

“Jogar novamente com Messi e Suárez seria incrível. Eles são meus amigos. Ainda nos falamos. Seria interessante reviver esse trio”, afirmou Neymar.

Em dezembro, Jorge Más, dono do Inter Miami, falou sobre o interesse no jogador, embora tenha destacado que é cedo para tratar de nomes específicos. David Beckham, também proprietário do clube, compartilhou do mesmo sonho.

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“Neymar é jogador do Al-Hilal. Não sei o que ele pretende, mas se quiser vir para os EUA e para o Inter Miami, quem não quer um jogador dessa categoria? Nosso objetivo é reforçar o elenco, mas temos limitações da liga e precisamos ter cuidado com isso”, declarou Más.

Neymar, que assinou contrato com o Al-Hilal em outubro de 2023 até junho de 2025, tem enfrentado uma série de lesões desde sua chegada ao clube árabe, incluindo uma ruptura do ligamento cruzado anterior e menisco do joelho esquerdo, que o afastou por mais de 12 meses. Após retornar aos gramados em outubro, o atacante sofreu uma nova lesão, desta vez na coxa direita, que o impediu de jogar em 2024.

Embora tenha sido cogitada uma possível rescisão de contrato com o Al-Hilal, Neymar segue treinando e é uma das estrelas esperadas para o Super Mundial de Clubes.

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