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‘Escapou da Covid 5 vezes, para agora esse demônio, esse covarde, fazer isso com ela’, diz madrasta de técnica de enfermagem morta

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O corpo da técnica de enfermagem Rita Nogueira, encontrada morta em uma casa abandonada em Bento Ribeiro, no Rio de Janeiro, foi enterrado nesta quinta-feira (17).

Rita foi encontrada morta na terça-feira (15). A vítima estava desaparecida desde domingo (13). O estudante de enfermagem Iago Lacê Falcão, que se relacionava com Rita há pouco mais de um mês, confessou o crime à polícia, mas não foi preso. A motivação da morte é investigada.

Parentes e amigos foram ao Cemitério de Nilópolis para se despedir da jovem. Eles externaram revolta pelo fato de o suspeito continuar solto, mesmo após ele ter confessado o crime e apontado o paradeiro do corpo à polícia.

“A gente falava para ela ter cuidado para ela não ficar com problema de saúde, porque era muito plantão, quase não tinha vida. Ela escapou da Covid cinco vezes para agora esse demônio, esse covarde, fazer isso com ela”, disse a madrasta, Raquel da Silva Alves.

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Daqui a um mês, ninguém vai lembrar mais da Rita, e ele provavelmente vai estar fazendo outra vítima”, emendou a madrasta.

Ex-noivo de Rita, Igor Ferreira criticou a Polícia Civil.

“Torturou ela, fez ela sofrer! O delegado de plantão, que foi omisso, tinha indícios materiais suficientes para pedir a [prisão] preventiva daquele desgraçado!”, falou, durante o velório.

Jéssica Nogueira, prima de Rita, disse que a família não está conseguindo dormir.

“Você não imagina perder alguém tão querida dessa forma, descobrir barbaridades, e no dia seguinte ouvir que o assassino que fez isso, que fez ela sofrer, estar na rua”, afirmou.

 

Jovem é encontrada morta em Bento Ribeiro — Foto: Reprodução/TV Globo

Jovem é encontrada morta em Bento Ribeiro — Foto: Reprodução/TV Globo

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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