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Brasília sedia principal feira de camping e motorhomes do país
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Até amanhã (19), Brasília sedia a mais importante feira de campismo e caravanismo do Brasil. Mais de 70 expositores que participam da 6ª Preview Expo Motorhome exibem de veículos transformados em verdadeiras casas ambulantes (os chamados motorhomes) a trailers e produtos especialmente projetados para aumentar a segurança e o conforto de quem transformou o ato de viajar em um estilo de vida.

É o caso do aposentado Moacir Antônio Feiten, 65 anos. Acostumado desde garoto a viajar para pescar, o paranaense alimentou o gosto pela estrada ao começar a trabalhar como caminhoneiro. Anos depois, ao mudar de profissão e se casar com Clory Fátima Feiten, o futuro economista ganhou uma companheira de aventuras que não hesitava em forrar o piso de uma kombi com um colchão para passar os finais de semana visitando lugares próximos sem gastar com hospedagem.
“Trabalhávamos muito, mas era comum sairmos de casa às sextas-feiras à tarde e só retornarmos no domingo à noite”, contou Feiten à Agência Brasil, horas antes de proferir uma palestra para interessados em saber como dar os primeiros passos no mundo do campismo e do caravanismo.
“Nos anos 1990, descobrimos o mundo dos motorhomes e passamos a sonhar com um. Até que, quando completei 42 anos, a Clory me intimou dizendo que não iríamos esperar ficar velhos e nos aposentarmos para termos o nosso”, acrescentou Feiten.
“Como eu já tinha apreendido que a vida é de muito trabalho, mas não só, decidimos apostar. Juntamos nossas economias e compramos um primeiro modelo, simples. Só que depois que experimenta, é mais fácil a pessoa largar a cachaça do que os motorhomes”, brincou Feiten, contando que sua atual “casa volante”, a sexta do casal, ficou pronta um mês antes dele ser internado e entubado devido às complicações da covid-19, em março de 2021.
“Tínhamos acabado de receber este nosso motorhome, que é fruto de décadas de trabalho conjunto e a concretização de um sonho pouco a pouco transformado em realidade. Passei 35 dias internado. Depois, precisei de meses de terapia intensiva para conseguir voltar a caminhar. Durante todo este tempo, amigos que fizemos por todo o país, graças ao motorhome, se mobilizaram, rezaram pela minha melhora, enviaram mensagens. Até que, em agosto [do ano passado], eu estava forte o suficiente para estrearmos nossa casa e fizemos nossa primeira viagem com um motorhome”, celebrou o aposentado, que afirma já ter visitado quase toda a América do Sul e boa parte do Brasil junto com a esposa.
“Óbvio que não é algo barato, mas também não é algo inacessível, elitista, como muitos imaginam. Até porque, nos últimos anos, com a maior procura e algumas mudanças legais, surgiram muitos fabricantes de motorhomes por todo o país. E a pessoa interessada pode começar com algo que caiba no seu bolso, adquirindo um modelo usado ou equipando um veículo apenas com aquilo que julgar essencial. É como adquirir um imóvel: há de quitinetes a mansões e, normalmente, poucos começam por uma cobertura”, comparou Feite, que já presidiu o Grupo dos Estradeiros do Paraná, criado em 1990 para incentivar o campismo e o caravanismo. Ele garante que, tanto a infraestrutura nacional vem melhorando, como mais gente tem se interessado pela comodidade de viajar levando consigo sua própria casa.
Atrações
Além do casal Feiten, outros 13 palestrantes foram convidados a participar da 6ª Preview Expo Motorhome. Entre eles, o biólogo e apresentador Richard Rasmussen, que, neste sábado à tarde, vai falar sobre ecoturismo no Brasil.
Segundo o presidente da Expo Motorhome, Alexandre Boff, a expectativa é levar entre 25 mil e 30 mil pessoas ao Pavilhão de Exposição do Parque da Cidade, no centro de Brasília, difundindo as novidades do setor e buscando atrair novos adeptos.
“Nosso objetivo é divulgar nosso modo de vida para pessoas que não tiveram oportunidade de conhecer as vantagens do campismo e do caravanismo. Além do mais, este é um setor pujante da economia, um mercado muito amplo que ainda tem muito o que crescer”, explicou Boff, destacando a participação de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no evento e a atuação do Ministério do Turismo para estruturar e promover o segmento.
Hoje (18), o público interessado pode visitar o evento das 14h às 21h. Amanhã (19), último dia da feira, os portões serão abertos às 10h. O valor do ingresso varia de R$ 30 a meia-entrada a R$ 60. Crianças de até 12 anos de idade não pagam. A programação de palestras está disponível na página do evento no Facebook. Mais informações.
Edição: Kleber Sampaio
Fonte: EBC Geral
BRASIL
Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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