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Homem mata mulher, enterra corpo, saca aposentadoria por um ano e dá calote em dívida milionária

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Investigações da Polícia Civil de Mato Grosso revelaram a trama de um crime na zona rural do município de Bom Jesus do Araguaia, na região nordeste do estado. O marido assassinou a própria esposa, enterrou seu corpo no quintal da propriedade e sacou benefício previdenciário por mais de um ano em nome da esposa falecida. O crime aconteceu em 2019 e o marido de Irene Soares Alves, de 66 anos, foi preso nessa quinta-feira (24), depois de admitir o assassinato.
 

De acordo com a polícia, os investigadores desconfiaram do possível calote de uma dívida bancária contraída pela vítima na época de seu desaparecimento. O suposto desaparecimento de Irene chamou a atenção dos policiais e, diante da suspeita, a equipe de investigação iniciou uma série de diligências para localizar a mulher de 66 anos.
 
Na última sexta-feira (18), a Delegacia da Polícia Civil de Ribeirão Cascalheira recebeu uma comunicação sobre um possível calote. A comunicante da ocorrência era avalista de Irene Soares em um empréstimo bancário, porém, informou que a vítima não teria honrado o compromisso e desaparecido. Ao procurar o marido da vítima para saber notícias de Irene, o marido a informou que a vítima teria fugido com um amante.
 
A Polícia Civil constatou que não havia nenhuma notícia do paradeiro da vítima, desde abril de 2019. Ela teria deixado para trás uma propriedade rural na cidade de Bom Jesus do Araguaia, avaliada em mais de R$ 1 milhão, um imóvel na área urbana da mesma cidade e cabeças de gado bovino, entre outros bens. Além disso, os policiais apuraram que a vítima realizou um empréstimo de valor consideravelmente alto, pouco antes de desaparecer.
 
No decorrer das investigações, o companheiro da vítima, que convivia com ela há mais de 19 anos, passou a figurar como o principal suspeito e as informações apuradas indicavam que ele havia cometido homicídio contra a Irene.
 
Nesta quinta-feira (23), o companheiro de Irene compareceu à Delegacia de Ribeirão Cascalheira, após intimação, para prestar esclarecimentos sobre o fato. Inicialmente, em conversa informal com o delegado Flávio Leonardo, ele insistiu na história de que Irene teria fugido com um amante. Contudo, após tomar conhecimento de que havia elementos sólidos que o apontava como o principal suspeito, ele acabou confessando o crime e indicou o local onde enterrou o corpo da vítima.

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Segundo o autor do crime, ele matou a vítima a pauladas, atingindo-a na região da nuca, após uma discussão por motivo banal. Em seguida arrastou o corpo para uma fossa, localizada atrás da residência, e a enterrou. Após cometer o homicídio, ele continuou vivendo na residência.
 
Contudo conforme as investigações apontaram, o marido não parou de cometer crimes após ao feminicídio. Depois de assassinar a mulher, ele passou a sacar mensalmente o benefício de aposentadoria de Irene, por um período de quase um ano. “O suspeito segue preso em flagrante, pelo crime de ocultação de cadáver, que tem natureza permanente. Além disso, vai responder pelo crime de homicídio qualificado em feminicídio, motivo fútil e com recurso que impossibilite ou dificulte a defesa da vítima”, explicou o delegado Flávio Leonardo, acrescentando que o autor dos crimes também será autuado por estelionato previdenciário em continuidade delitiva.

O delegado encaminhou representação à Justiça pela conversão do flagrante em prisão preventiva. O autor dos crimes será encaminhado à penitenciária em Água Boa.
 
FONTE/ REPOST: OLHAR DIRETO 

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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