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Brasileiros avançam para fase eliminatória do Mundial de Bocha
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Josi Silva foi o destaque brasileiro nesta quinta-feira (8) no Campeonato Mundial de bocha paralímpica. A paulista superou Wai Yan Vivian Lau, de Hong Kong, por 3 a 1 para se classificar para as quartas de final da classe BC4 feminina (para atletas com deficiências severas, mas que não recebem assistência) no Parque Olímpico da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio de Janeiro).

“Estou muito feliz, no meu primeiro Mundial e já estar entre as oito melhores do mundo na minha classe. Ainda bem que minha estratégia deu certo na partida, que foi muito difícil. Agora é continuar com meu trabalho”, declarou a atleta de 29 anos, que nasceu com artrogripose (doença que compromete o movimento das pernas).
A próxima adversária da brasileira, que ocupa a 14ª do ranking mundial, na principal competição da modalidade do ciclo Paris 2024, que reúne mais de 170 atletas de 40 países, será Yuen Cheung, também de Hong Kon, e atual quinta melhor do mundo na BC4.
Outros dois brasileiros chegaram às quartas, mas na classe BC1 (que podem jogar com as mãos ou com os pés e que contam com a opção de um auxiliar). A pernambucana Andreza Vitória, que bateu a polonesa Kinga Koza por 6 a 3 em seu terceiro jogo pela fase de grupos nesta quinta, pega agora a tailandesa Satanan Phromsiri. Já José Carlos Chagas venceu o croata Martin Frkovic no tie-break.
Atual líder do ranking mundial da BC2 (para atletas que não recebem assistência), o cearense Maciel Santos venceu o holandês Bernd Meints por 9 a 1 e agora enfrenta o tcheco Josef Zabka nas oitavas de final.
Na BC3 (para atletas com deficiências severas e que podem usar o instrumento auxiliar calha e ter auxílio de outra pessoa), o mineiro Mateus Carvalho bateu o espanhol Wafid Boucherit por 6 a 3 e avançou sem sustos para as oitavas, onde medirá forças com peruano Dean Acosta.
“Foi uma primeira fase boa, eu e meu pai [calheiro] fizemos um bom trabalho. Agora começam as oitavas e isso eleva bastante o nível de competitividade da competição. São adversários mais complicados de jogar”, analisou Mateus.
Já na BC3 feminina, a paulista Evelyn Oliveira derrotou a portuguesa Ana Costa por 4 a 1 e a pernambucana Evani Calado superou a alemã Nancy Pose por 9 a 0.
Agora Evelyn enfrenta a tailandesa Ladamanee Kla-Han, enquanto Evani medirá forças com a polonesa Edyta Owczarz. Se as brasileiras vencerem seus confrontos, ambas farão o duelo das quartas de final.
A pernambucana Letícia Karoline (BC1), o potiguar Iuri Tauan (BC2), o paulista Antônio Leme (BC3) e o paranaense Eliseu dos Santos (BC4) não conseguiram a classificação para a próxima etapa do Mundial e foram eliminados na fase de grupos.
O Mundial de bocha será disputado até a próxima terça-feira (13). O evento é transmitido, ao vivo, pelo canal da Associação Nacional de Desportos para Deficientes (Ande) no YouTube.
Fonte: EBC Esportes
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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa
Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:
Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.
“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”
Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.
“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”
Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.
“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”
Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.
Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.
“É proibido não acreditar.”
A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.
A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.
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