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Rosana Martinelli diz que após diplomação de Lula e decisões do TSE, não há mais o que fazer: “assunto encerrado”

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A suplente do senador Wellington Fagundes (PL), ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli (PL), se mostrou conformada com a eleição de Lula (PT) à Presidência da República. Depois de ter participado das manifestações contrárias ao resultado das urnas, Rosana afirmou, na tarde desta quinta-feira (15), que depois da diplomação do petista e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não ter acatado pedido do Partido Liberal, “encerra-se o assunto”.

Rosana chegou a participar de diversas manifestações em Sinop (500km de Cuiabá), e inclusive apareceu, em um vídeo, ao lado de um dos suspeitos de ataques aos caminhões na BR-163, o produtor rural Olair Correia, 41, conhecido como ‘Balalu’. No vídeo em que aparece com Rosana, Correia pede doações em dinheiro para manter a manifestação. Além dela, também aparece nas imagens o vereador Elbio Volkweis (Patriota). A informação foi divulgada pelo Uol. Ao site, na época, Rosana afirmou que sempre apoiou “manifestações pacíficas e ordeiras”, mas não o bloqueio de rodovias federais.

A ex-prefeita afirmou que as manifestações continuam na cidade, mas de forma mais “calma”. Também afirmou que não está mais acompanhando e, que depois das manifestações do presidente Jair Bolsonaro (PL), parou de acompanhar o movimento.

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“Desde o início das manifestações nós estamos aguardando um posicionamento do nosso presidente. O povo fez a parte dele, esteve atuando, esteve dando apoio para o nosso presidente Bolsonaro. Só que nós também temos nossas limitações. Nós contribuímos e apoiamos, e estávamos esperando. E até o momento não aconteceu. Então o povo aguarda… sempre fui a favor de manifestação pacífica, com direito à liberdade de expressão, não concordo de maneira nenhuma com qualquer tipo de vandalismo. Só que a partir do momento que ele foi também diplomado, e o TSE concluindo, acredito que praticamente está encerrado todas essas manifestações”, declarou.

Sobre o pedido do PL para que o TSE averiguasse uma denúncia em relação às urnas eletrônicas, Rosana afirmou que é necessário ter provas. “A equipe encaminhou a investigação. O TSE não acatou, então hoje o TSE está sendo soberano, julgou, mas o partido fez o que tinha que ser feito. Acho que tem que ser sanadas as dúvidas. Enquanto há dúvidas tem qualquer resquício… a partir do momento que a auditoria apontou e não foi acatado, acho que encerra-se o assunto”, concluiu.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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