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Latrocínios no Rio têm maior queda em 31 anos

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Boletim divulgado hoje (23) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) revela queda nos crimes contra a vida, no período de janeiro a novembro deste ano. Os números foram os mais baixos para o acumulado do ano nos últimos 31 anos. No caso do latrocínio (roubo seguido de morte), houve queda de 42%, enquanto a letalidade violenta (roubo seguido de morte, homicídio doloso, morte por intervenção de agente do estado e lesão corporal seguida de morte) caiu 7%.

O homicídio doloso (intencional) também teve queda de 7%, o que representa menos 206 vítimas em relação ao mesmo período do ano anterior. As mortes por intervenção de agente do estado também diminuíram 5% nos 11 meses pesquisados.

O governador do Rio, Cláudio Castro, disse que a redução dos crimes contra a vida precisa ser destacada, pois a vida é o bem mais precioso. Continuaremos investindo nas forças de segurança para que esses índices diminuam cada vez mais, e o nosso estado seja cada vez mais seguro para quem mora e tem negócios aqui”. Os dados divulgados pelo ISP são baseados nos registros de ocorrência lavrados nas delegacias de Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro no mês de novembro.

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Os roubos de rua e de carga continuam apresentando resultados positivos este ano. Entre janeiro e novembro, os dois indicadores caíram 8% e 9%, respectivamente. As apreensões de fuzis e armas de fogo também tiveram bons resultados no período, com 430 fuzis retirado das ruas, ou um por dia. Em 11 meses, 6.195 armas de fogo foram apreendidas.

“Os resultados positivos da segurança pública estadual não são triviais; são reflexos do investimento do governo do estado na inteligência das forças de segurança. Precisamos reforçar que a integração entre as polícias Civil e Militar é a grande responsável por esses resultados positivos“, afirmou a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz.

Indicadores

De acordo com o boletim, de janeiro a novembro, 2.807 pessoas foram vítimas de homicídio, com 258 casos ocorridos no mês passado. Foi o menor valor para o acumulado do ano, desde 1991. Na comparação com 2021, houve redução de 7% em relação ao acumulado do ano.

No que se refere à letalidade violenta (homicídio doloso, roubo seguido de morte, lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção de agente do estado), foi computado um total de 4.130 vítimas nos 11 meses deste ano e 383 em novembro, também o menor valor para o acumulado desde 1991. Na comparação com os 11 meses de 2021, o indicador teve redução de 7%.

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O indicador de morte por intervenção de agente do estado totalizou 1.232 óbitos nos onze meses do ano de 2022 e 114 em novembro, também o menor valor para o acumulado desde 2020. Na comparação com 2021, o delito registrou redução de 5% em relação ao acumulado do ano.

No período de 11 meses, ocorreram 3.748 casos de roubo de carga, sendo 459 em novembro, menor valor para o acumulado desde 2013. Em comparação com igual período do ano passado, o indicador caiu 9%.

Quanto a roubos de rua (roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo), foram 57.205 casos em 11 meses de 2022, sendo 4.888 em novembro. Foi o menor valor para o acumulado desde 2012. Comparativamente aos 11 meses de 2021, o indicador mostrou queda de 8%.

Já os roubos de veículos somaram 22.970 casos nos 11 meses deste ano, com 2.547 ocorrências em novembro. Em relação ao mesmo período de 2021, houve aumento de 2%.

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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