MATO GROSSO
Defesa de Ferraz vê como ineficiente análise de desembargador e estuda novo pedido de soltura
MATO GROSSO
A defesa de Lucas Ferraz, apresentador de TV preso por agredir a esposa de 20 anos, disse ao Olhar Jurídico que o desembargador Paulo da Cunha não rebateu as argumentações impetradas e classificou como ineficiente as análises da decisão. Os advogados Marcos Vinicius Borges e Elizandra Mariana lembraram que o habeas corpus não foi negado por Cunha, mas sim a liminar impetrado nesta segunda-feira (26). Eles afirmaram que entrarão com outro pedido de soltura e, até lá, Ferraz seguirá preso na Cadeia Pública de Tangará, onde está à disposição da justiça.
Os defensores apontaram que, inicialmente, o mandado de prisão foi gerado por meio de representação da autoridade policial que “fundamentou o pedido com pelo menos dois delitos que seriam condicionados a representação”.
Tais crimes, de ameaça e injúria, não foram representados pela vítima, Katrine Gomes. Ela inclusive negou as agressões e alegou que teria se autoagredido, o que foi descartado na conclusão do laudo do IML.
A decisão que manteve prisão preventiva, em 22 de dezembro, citou existência de ação penal em desfavor do executado (ocasião em que ele foi acusado de agredir a ex-esposa grávida em Rondonópolis), evidenciando, sobremaneira, a reiteração delitiva. Um dia depois, Ferraz foi indiciado pela polícia civil por crime de lesão corporal por razões de sexo e violência psicológica contra a mulher.
Da Cunha seguiu o que fora proferido no mantenimento da preventiva pelo juízo de Tangará da Serra e destacou coação cometida por Lucas contra a esposa, bem como a reiteração delitiva, levando em conta que o autuado responde por ação penal de mesma natureza na comarca de Rondonópolis.
Narraram os defensores, porém, que Lucas teve a prisão preventiva decretada pela suposta prática dos crimes de injúria, ameaça, violência psicológica contra a mulher e lesões corporais, em contexto de violência doméstica.
Sustentaram que não estão presentes os requisitos para a manutenção da constrição cautelar. Ferraz foi preso em flagrante, com a posterior conversão desta em prisão preventiva, acusado da prática, em tese, dos crimes de ameaça, dano e descumprimento de medida protetiva.
OLHAR DIRETO
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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