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Rio de Janeiro deve ter segundo dia de pancadas de chuva

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O Centro de Operações Rio (COR) da prefeitura do Rio chamou atenção para a possibilidade de novas pancadas de chuva hoje (4) na capital. O Sistema Alerta Rio registrou que a previsão para o período da tarde é de aumento da chuva, passando a ter características de pancadas, com intensidade moderada a forte. O temporal será acompanhado de raios e rajadas de ventos por causa da aproximação de uma frente fria. A temperatura máxima prevista para esta quarta-feira é de 38ºC.

“Pancadas mais intensas podem ocorrer já no início da tarde, reforçadas pelo calor e elevada disponibilidade de umidade” indicou o meteorologista do Alerta Rio, Bruno Dumas.

Diante do cenário, a prefeitura recomenda que, em caso de pancadas de chuva, a população permaneça em local seguro e evite áreas com alagamentos. A recomendação é que as pessoas não caminhem em áreas alagadas, porque há perigo de correnteza e de ferimentos com objetos, quedas em buracos sob a água, além de risco de doenças. A beira de córregos e de rios devem ser evitadas e a passagem de carros em vias alagadas deve ser evitada.

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Em decorrência dos riscos de raios, o melhor é afastar-se de árvores, terrenos abertos e coberturas metálicas, além de precipícios, encostas e lugares altos sem proteção. Outra recomendação é evitar passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes, escadas e permanecer em piscinas, rios e lagos, como também a prática de esportes ao ar livre, especialmente, no mar.

Chuva forte

A chuva forte que caiu ontem (3), na zona norte e região central do Rio, deixou ruas alagadas e houve muita queda de árvores. A capital, que já estava em estágio de mobilização desde às 16h50, passou para estágio de atenção às 17h30, devido às condições do tempo.

O estágio de atenção é o terceiro nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências já impactam o município, afetando a rotina de parte da população.

No final da noite de ontem, às 23h, o município do Rio de Janeiro retornou ao estágio de normalidade às 23h, porque não havia previsão de chuva moderada nas três horas seguintes.

Edição: Maria Claudia

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Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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