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‘Governador fez o improvável: Mato Grosso nunca viu tantas obras quanto agora’, afirma deputado

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Os investimentos realizados pelo Governo do Estado nos últimos quatro anos, sob a gestão do governador Mauro Mendes, pareciam improváveis em 2019, diante da realidade enfrentada pelo Poder Executivo Estadual naquele momento. Ainda assim, determinado e confiante, Mauro entregou seu primeiro mandato com solidez fiscal e centenas de obras e benefícios entregues para a população. A observação é do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi.

“Foram várias escolas e obras entregues, mais de 2.500 quilômetros de asfalto e, na saúde, o Governo do Estado está construindo seis novos hospitais, sendo que um estava com a obra abandonada há mais de 30 anos. Ninguém acreditava que era possível, mas, sempre consciente, o governador acreditou e trouxe o improvável para a população mato-grossense. Mato Grosso nunca viu tantas obras como agora”, destacou o deputado, durante a cerimônia de posse dos novos secretários de Estado, no dia 1º de janeiro.

Max Russi ressaltou, ainda, que a atuação bem-intencionada do Governo, e a sintonia entre os Poderes em prol de benefícios para a população, ainda que de forma independente, foram determinantes para garantir importantes avanços em diversas áreas.

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O deputado estadual Elizeu Nascimento afirmou que a Assembleia Legislativa continuará parceira do Estado para garantir melhorias para os mato-grossenses. “Já possuímos diversos projetos dialogados e uma parceria consolidada entre Governo do Estado, Assembleia Legislativa e a bancada Federal. Estaremos juntos para somar, e vamos trabalhar e buscar cada vez mais recursos que sejam importantes para o avanço do Estado e a qualidade de vida da nossa população”, declarou.

A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino, observou que a união e os objetivos comuns entre os Poderes são palavras-chave para um governo de sucesso. “Achei muito interessante a fala do governador em relação ao princípio da eficiência no serviço público, porque isso coincide muito com as nossas expectativas. Estamos esperançosos para os próximos anos da liderança Mauro Mendes, essa que já se consolidou por todo o estado”, avaliou a desembargadora.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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