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Primeiras-damas de 69 municípios serão responsáveis por acompanhamento do SER Família Habitação
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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, afirmou que as primeiras-damas municipais irão lhe auxiliar no acompanhamento das demandas do SER Família Habitação, que receberá parte da arrecadação proveniente do Fundo de Transporte e Habitação de Mato Grosso (Fethab) a partir deste ano. Até o momento, 69 cidades estão aptas a receber o programa.
Idealizadora do projeto que viabiliza moradia às pessoas em situação vulnerabilidade, Virginia explica que o programa será executado entre a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) e Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). A primeira fase do programa contempla a construção de 3.140 casas em 69 municípios, um investimento de R$ 210,9 milhões.
“Esse programa foi sonhado e idealizado por mim com muito carinho, e graças ao olhar sensível do Governo de Mato Grosso o sonho da casa própria será possível para as famílias que mais precisam de ajuda. As primeiras-damas tem total autonomia para tratar sobre o assunto, afinal de contas elas estão mais próximas das pessoas e conhecem a realidade da população. As primeiras-damas não precisam de terceiros para articular os projetos, temos um ótimo relacionamento e vamos entregar os resultados”, ratificou Virginia Mendes.
A primeira-dama de Peixoto de Azevedo, Marisete Alberti Souza, comemorou a aprovação do SER Família Habitação, ela ressaltou o marco no social do município. “Agora é pra valer! É preciso reconhecer a habilidade e o olhar da nossa primeira-dama do estado Virginia Mendes, que ao lado do governador Mauro Mendes está mudando a realidade da vida das pessoas, estamos felizes por ela ter nos atendido e em breve teremos mais informações sobre esse programa de habitação que vai ao encontro das pessoas que mais precisam”, disse Marisete Souza.
“Nós temos uma linha direta com a dona Virginia, tanto em agendas quanto em troca de mensagens, não há dificuldade em falar com ela, isso facilita a realização das nossas ações”, ratificou a primeira-dama de Peixoto Azevedo.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.