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MPE pede investigação contra Abílio por suposto crime de racismo religioso online

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deve investigar o deputado federal diplomado Abílio Brunini (PL) por suposto crime de racismo religioso em rede social.

A informação consta no despacho feito pelo procurador-geral de Justiça (PGJ), José Antônio Borges, que solicita abertura de notícia-fato contra Abílio por conta de um vídeo em que ele questiona a apresentação de candomblé durante um evento no Palácio do Planalto em Brasília.

Segundo o chefe do MP, Abílio tece comentários/críticas sobre o envolvimento da religião no contexto político do Brasil, ao fazer menção ao ritual religioso realizado no Palácio do Planalto no dia 11 de janeiro corrente.

Dessa forma, a considerar que os relatos podem, em tese, configurar incitação a preconceito relacionado à religião (…) determino o registro do presente despacho avulso no Sistema Integrado do Ministério Público SIMP, acompanhado do vídeo em comento, e sua remessa à Coordenação das Promotorias de Justiça Criminais da Capital, para conhecimento e providências reputadas pertinentes, diz trecho do documento publicado nessa terça-feira (17).

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As publicações de Abílio Brunini foram feitas na semana passada, Abílio coloca o vídeo da apresentação com vários comentários, dizendo que o discurso de que religião e política não se mistura só serviria para a religião cristã, deixando a entender que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não gosta da religião cristã.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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