MATO GROSSO
Influencer morre em acidente 15 dias após comprar a moto; veja vídeo
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O jovem Jean Marcos da Silva, de 22 anos, que morreu após bater contra um poste de iluminação em uma via, era influencer e gravava vídeos realizando manobras perigosas em sua página do Instagram. Jean foi socorrido em estado grave na madrugada desta quinta-feira (19), após bater contra um poste de iluminação, na na Avenida Paulista, em Sinop (500 km de Cuiabá).
Em vídeos e fotos que foram publicados por Jean na pagina onde tinha cerca de 26 mil seguidores, ele se exibe realizando manobras extremamente perigosas. Em alguns desses vídeos o rapaz mostra hematomas e danos causados pelos diversos acidentes.
A moto que Jean pilotava no momento do acidente é uma XR300, modelo de alta cilindradas, que teria sido comprada pelo jovem há cerca de 15 dias antes do acidente.
Outro vídeo mostra o jovem realizando a manobra chamada “grau” quando quase atinge um poste de iluminação, na publicação o jovem escreveu, “até agora agradecendo pelo livramento, da para nota que eu tenho q da um jeito na minha vida”.
Três dias após gravar o registro, Jean morreu de forma trágica após colidir contra um poste. Um seguidor chegou a comentar que “o último vídeo foi como se estivesse prevendo o que iria acontecer três dias depois. São sinais, é a velocidade, o mesmo que dá adrenalina é o mesmo que tira a vida. Não o conhecia, mas doeu saber que ele se foi tão novo. Dêem conselhos para os amiguinhos que ama andar rápido, a vida é um sopro. Que Deus dê forças para a mãe e as irmãs desse garoto”, escreveu a seguidora.
Nas maioria das publicações Jean aparecia pilotando a motocicleta sem capacete e realizando manobras de “alto risco”. A velocidade e adrenalina deram espaço à tristeza e ao sentimento de perda.
Amigos e familiares lamentaram a morte precoce de Jean. Uma ação social busca angariar fundo para ajudar no velório e enterro do rapaz. Todos podem contribuir pelo Pix; 03004509903, em nome de Marcos Bino da Silva.
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FOLHA MAX
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.