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Participantes de cerimônia na Câmara ressaltam importância da cooperação entre Brasil e China

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Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Reconhecimento aos destaques sino-brasileiros em meio aos festejos do Ano Novo Chinês.
A Cruz do Mérito da Fraterna Integração Sino-Brasileira foi entregue durante o evento

Em cerimônia de comemoração do ano novo chinês, realizada na Câmara, os participantes ressaltaram a importância da cooperação entre Brasil e China, maior parceira comercial do Brasil na atualidade. Pelo calendário chinês, que corresponde a 12 ciclos da lua, 2023 será o Ano do Coelho, com início em 22 de janeiro de 2023 e término em 9 de fevereiro de 2024.

De acordo com dados do Ministério da Economia, em 2021, o país asiático respondeu por 31,28% das exportações brasileiras e foi responsável 21,72% das importações. O valor das exportações para a China foi de US$ 87,7 bilhões em 2021, o que corresponde a quase de R$ 446,8 bilhões. Esse volume de arrecadação representa mais que o dobro do segundo maior comprador de produtos brasileiros, os Estados Unidos.

Os participantes do evento ressaltaram ainda que essa parceria com a China foi fundamental durante a pandemia de Covid-19. Além de doar ao Brasil materiais hospitalares, como máscaras e luvas, o país foi essencial para a produção de vacinas, como ressaltou o deputado Luis Miranda (Republicanos-DF), que presidiu o Grupo Parlamentar Brics. A sigla compreende Brasil, Rússia, Índia e China.

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Vieram do país asiático insumos para fabricação tanto da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantã, de São Paulo, quando da Astrazeneca, feita pela Fiocruz, no Rio de Janeiro. Luiz Miranda ressalta que, em grande parte, graças à China, o Brasil praticamente não fala mais em Covid. O deputado sustentou que, apesar de tudo, o governo de Jair Bolsonaro tratou o país asiático com “desrespeito e desdém”.

“Com essa falta de atenção, alguns parlamentares tiveram que encabeçar uma guerra dentro do governo para que o embaixador da China fosse respeitado, para que as empresas chinesas fossem respeitadas. Agora esperamos que o governo Lula traga para mais próximo de nós brasileiros bons negócios e mais prosperidade”, disse.

Relação antiga
A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) lembrou que os laços entre China e Brasil começaram há mais de 200, quando vieram os primeiros imigrantes chineses para o território brasileiro. Perpétua Almeida foi coordenadora da Frente Parlamentar Mista de Fortalecimento da Cooperação entre os Países do Brics.

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Durante a cerimônia, personalidades que contribuíram para a integração entre os dois países receberam a Cruz do Mérito da Fraterna Integração Sino-Brasileira da Soberana Ordem da Fraterna Integração Brasil-China. A condecoração foi criada em 2004.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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