POLÍTICA MT
AL vai criar comissão para fiscalizar situação de indígenas em MT
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presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), anunciou a criação de uma comissão para acompanhar a situação dos indígenas em Mato Grosso.
A medida, segundo ele, é uma resposta o caso dos yanomamis, em Roraima, onde foram descobertos casos de crianças e idosos em estado grave de saúde, principalmente com desnutrição, malária e infecções respiratórias.
Segundo o presidente da Casa de Leis, a situação exposta em Roraima foi um alerta para todos e a comissão será elaborada após a eleição da Mesa Diretora, na próxima quarta-feira (1ª).
“A Assembleia pode, deve e vai trabalhar. É um assunto que já estávamos discutindo que precisamos entrar nele. Minha ideia é nós criarmos uma comissão para fazer esse acompanhamento, ver como está esse trabalho, visitar as aldeias junto com a Funai”, explicou.
Na quarta-feira (25), o Jornal Nacional, da Rede Globo, fez uma reportagem em que expôs a precariedade do serviço de saúde em aldeias de outros estados do país, incluindo Mato Grosso.
A matéria foi realizada na aldeia São Domingos, onde uma criança de um ano e sete meses morreu de infecção intestinal sem receber atendimento.
“Já tem meses que não tem enfermeiro ou doutor que vem dar pelo menos assistência ao atendimento básico. Nem isso estão fazendo”, afirmou Rafael Twe Karajá, cacique da Aldeia São Domingos.
A deputada Janaina Riva (MDB) também falou sobre a comissão e afirmou que o trabalho da Assembleia deve trazer uma assessoria especial para tratar diretamente com os indígenas e auxiliá-los na burocracia.
“Queremos criar algo especial até para eles terem uma assessoria, porque vocês sabem da dificuldade que tem, ainda, com comunicação e documentação. Então [queremos] ter alguém com essa aptidão para tratar com os indígenas dentro da Casa. Aí será possível a Assembleia fazer um levantamento ou algo mais amplo sobre o tema”, disse.
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Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados em pesquisa para deputado estadual em Mato Grosso
A corrida por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) segue marcada por um alto índice de indefinição do eleitorado. Pesquisa de intenção de voto espontânea realizada pelo Instituto Mais, por encomenda do Portal VG Notícias, revela que 62,7% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder, enquanto 20,3% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Somados, os dois grupos representam 83% do eleitorado sem um voto definido.
Entre os nomes lembrados espontaneamente pelos entrevistados, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) lidera com 1,8% das citações.
Indecisão é o principal cenário da disputa
O levantamento reforça que a eleição para deputado estadual ainda está em uma fase inicial de consolidação. Como a pesquisa foi realizada no formato espontâneo, sem apresentação de lista de candidatos aos entrevistados, o percentual elevado de indecisos demonstra que a maioria dos eleitores ainda não definiu sua escolha para a ALMT.
Além dos 62,7% que não souberam responder, os 20,3% que declararam intenção de votar em branco ou anular o voto ampliam o cenário de indefinição para mais de oito em cada dez eleitores.
Lúdio lidera lembrança espontânea; Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados
Na pesquisa espontânea, Lúdio Cabral aparece na primeira colocação, com 1,8% das intenções de voto. Em seguida estão Dr. João (MDB), com 1,5%; Thiago Silva (MDB), com 1,4%; Gilberto Cattani (PL) e Max Russi (Podemos), ambos com 1,3%; e Eduardo Botelho (MDB), com 1,2%.
Na sequência aparecem Aldecino Lopo (Podemos) e Nininho (PSD), ambos com 0,8%, seguidos por Meraldo Sá (Podemos) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil), com 0,7% cada. Jéssica Riva registra 0,5%, enquanto Valdir Barranco (PT) soma 0,4%.
O levantamento também registra um grupo de candidatos lembrados por 0,3% dos entrevistados. Entre eles está Alex Rodrigues, além de Moacir Couto, Zé Carlos do Pátio, Alan Porto, Diego Guimarães, Beto Dois a Um, Carlos Sirena, Ari Lafin, Léo Bortolin, Alcino Barcelos e Adenilson Rocha.
Segundo o relatório divulgado, candidatos com percentual inferior a 0,3% não foram individualizados na tabela da pesquisa.
Como foi realizada a pesquisa
O levantamento foi conduzido pelo Instituto Mais entre os dias 21 e 26 de julho de 2026, ouvindo 1.200 eleitores em diferentes municípios de Mato Grosso.
A pesquisa possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A definição da amostra utilizou informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando os Censos Demográficos de 2010 e 2022.
O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-05675/2026 e BR-07878/2026.
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