MATO GROSSO
SES capacita dentistas para atendimento à pessoa com deficiência
MATO GROSSO
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) realiza, a partir desta segunda-feira (06.02), uma capacitação em atendimento odontológico à pessoa com deficiência. O curso segue até sexta-feira (10.02) e tem como objetivo aprimorar os serviços ofertados pelos dentistas que atendem via Sistema Único de Saúde (SUS).
A capacitação é coordenada pela Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), em parceria com o Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope) e o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac).
Para esta primeira qualificação foram selecionados 20 profissionais que atuam na baixada cuiabana. Outras sete turmas do curso devem ser abertas nos próximos meses, contemplando todas as regiões do estado.
As aulas de segunda-feira (06.02), terça-feira (07.02) e a do período da manhã de quarta-feira (08.02) serão teóricas e ocorrerão no Cridac, localizado no Centro Político Administrativo. Já as aulas do período da tarde de quarta-feira, período integral de quinta-feira (09.02) e manhã de sexta-feira (10.02), serão práticas e ocorrerão no Ceope, situado no bairro Bosque da Saúde.
Na sexta-feira, à tarde, das 13h às 18h, haverá uma aula magna realizada pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO) e transmitida neste link pelo canal no YouTube da Escola de Saúde Pública.
A aula “Sedação consciente e sua contribuição para o tratamento odontológico” será ministrada pela mestra e doutora em odontologia com habilitação em sedação com óxido nitroso, a cirurgiã-dentista Glória Maria Pimenta Cabral.
Os interessados em assistir a aula magna presencialmente no auditório do CRO devem se inscrever aqui, até que sejam preenchidas as vagas do local.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.