MATO GROSSO
Projeto na Assembleia transforma agentes da Sema em policiais em MT
MATO GROSSO
O deputado estadual Faissal Calil (Cidadania) apresentou um projeto de lei complementar que equipara os funcionários efetivos que atuem na fiscalização do meio ambiente aos agentes de segurança pública. Com isso, os fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente poderiam obter porte de arma e assim diminuir a necessidade de pedidos de auxílio de forças policiais em ações da pasta.
O projeto de Faissal foi apresentado na sessão da manhã desta quarta-feira (8), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). De acordo com o parlamentar, mais de 60 agentes de fiscalização da Sema possuem aptidão técnica para obter o porte de arma.
Segundo o deputado, o porte funcional além de um instrumento dissuasivo e coercitivo, possibilita maior segurança ao agente de fiscalização no exercício da fiscalização ambiental, em face das ameaças e dos riscos da função. O projeto aponta que os agentes de fiscalização são servidores efetivos e que, no total, 455 funcionários públicos estão em atividade, o que resulta num déficit de 72 profissionais.
Até então, os agentes sempre requisitam a participação de policiais militares para fazerem o monitoramento e ações nos 141 municípios do estado, que no total, tem uma área de pouco mais de 90 milhões de hectares. “Segurança é um assunto sério. Servidores da Sema, ao fazer a fiscalização em uma fazenda, precisam de reforço policial caso encontrem problemas. Apresento este projeto, que visa equiparar os fiscais da Sema aos da Segurança Pública, pois assim, ao fazerem suas atividades na zona rural, eles tenham força de polícia e possam atuar sem a necessidade de chamar a Polícia Militar”, afirmou.
FOLHA MAX
MATO GROSSO
Produtores de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde debatem gestão e eficiência nas granjas
A gestão das equipes, a saúde dos animais e o uso de dados para orientar decisões nas granjas pautaram os Encontros Regionais da Suinocultura promovidos pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis. Realizada nos sindicatos rurais dos dois municípios, a programação reuniu produtores e profissionais do setor para compartilhar conhecimentos e discutir desafios da atividade.
Presente nas duas edições, Guto Zanata, da SerHumano Profissional, abordou boas práticas de gestão e liderança. O palestrante destacou que os investimentos em equipamentos, tecnologia e genética precisam ser acompanhados pela preparação das pessoas responsáveis pela operação. Segundo ele, a qualidade da liderança influencia diretamente a eficiência e os resultados das empresas.
“O investimento na liderança, nos gestores de cada setor, impacta diretamente no resultado que a empresa precisa ter”, afirmou Zanata. O palestrante também abordou a convivência entre diferentes gerações nas equipes e a necessidade de os gestores reconhecerem as expectativas e formas de trabalho de cada uma.
Em Lucas do Rio Verde, Marcus Rezende, da Olmix/Brasil Central, tratou dos riscos das micotoxinas, substâncias produzidas por fungos que podem estar presentes nas lavouras e durante a armazenagem dos insumos. O especialista destacou os possíveis prejuízos à reprodução, ao consumo de alimento, ao sistema digestivo e à imunidade dos suínos.
“Não importa de onde ela vem. Se ela chegar no seu suíno, ela vai causar prejuízos”, alertou Rezende. Ele reforçou a importância das boas práticas e da escolha de insumos para o controle desses riscos na produção.
A nutrição de precisão foi abordada por Daniel Graciolli, da De Heus, que apresentou o uso da modelagem na rotina das granjas. Ele explicou que o sistema GPS utiliza uma base de dados de lotes de animais para realizar projeções e apoiar o planejamento da produção.
Segundo Graciolli, a ferramenta “ajuda o produtor a tomar a decisão correta, na hora correta”. O palestrante destacou a crescente aplicação da modelagem nos sistemas de produção e sua relação com o avanço da inteligência artificial.
Em Rondonópolis, a programação incluiu a palestra “Suinocultura com menos antibióticos: o que podemos fazer?”, com Katiuscia Mota, da Feedis/Brasil Central. O tema ampliou o debate sobre os cuidados com a saúde dos animais e as estratégias para reduzir o uso de antibióticos na atividade.
O uso da modelagem para a nutrição de precisão também integrou a edição de Rondonópolis, com Marco Lubas, da De Heus. A programação contou ainda com Bruna Alves Caetano, da Tecnomerc, responsável pela palestra “Visão holística do especialista”.
Para Jair Miguel Maule, presidente da CooperMutum e participante do encontro em Lucas do Rio Verde, a realização dessas iniciativas aproxima os suinocultores e cria oportunidades de atualização e troca de experiências, inclusive em períodos de dificuldade para o setor.
“Ouvindo umas palestras, trocando umas ideias, revendo as pessoas. E mesmo na dificuldade é importante a gente estar presente”, afirmou. Maule também ressaltou a necessidade de preparar colaboradores e líderes para acompanhar as mudanças tecnológicas e as melhorias nos indicadores de produção.
Com as duas edições, a Acrismat fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre produtores e especialistas, conectando aspectos técnicos e de gestão que se complementam no dia a dia das granjas e contribuem para a eficiência da suinocultura mato-grossense.
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