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Integrantes da Guarda Municipal de Várzea Grande apresentam estrutura do órgão e promovem intercâmbio na prefeitura

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O Secretário Municipal  de Defesa Social, Coronel Alessandro Ferreira da Silva e Integrantes da Guarda Municipal de Várzea Grande, estiveram no município para uma reunião de apresentação e integração com a recém criada Guarda Municipal Patrimonial de Cáceres.

O encontro aconteceu na manhã desta quarta-feira (08),  na sala de reuniões da prefeita Eliene Liberato Dias.
Em pauta, troca de experiências e a integração entre as duas guardas.  

O Secretário Municipal de Administração Wilson Kishi, disse que eles vieram a convite da prefeita Eliene Liberato Dias para apresentar à recém criada Guarda Municipal Patrimonial de Cáceres, as funções sociais e de segurança que executam em Várzea Grande e vem dando resultados benéficos para o sociedade.

“Precisamos oferecer todas as condições para que nossos guardas desempenhem a contento suas funções e nossos agentes patrimoniais garantam a segurança do patrimônio público e uma melhor qualidade de vida para munícipes. A Guarda Municipal de Várzea Grande é a primeira de Mato Grosso e uma referência no estado. Trazê-los a Cáceres é uma moção necessária para nossos guardas”, observou Kishi.

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Já o secretário de Fazenda, Gustavo Calábria, avaliou como muito positiva as explanações apresentadas.

Para ele a decisão da prefeita Eliene em criar a Guarda Municipal, foi muito acertada.

Calábria informou que a GM de Várzea Grande fez uma proposta para capacitar os 135 Guardas Patrimoniais da prefeitura de Cáceres com um curso de 776 horas aulas e dentro dos conteúdos a serem ministrados estão aulas práticas e teóricas de trânsito e defesa pessoal.

“Para nós, os guardas serão muito importantes para auxiliarem os agentes de trânsito e esta capacitação vem ao encontro das necessidades do setor” avaliou Calábria.

A vereadora Valdeníria Dutra  participou da reunião e aprovou a iniciativa desta parceria.

O Comandante da GMVG Alisson Baracat Salgado, o subcomandante Alexander Gouveia Ortiz, O Coordenador de Trânsito da GMVG João José Mendanha, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Fábio Lourenço, o Secretário de Esportes Cristiano Neves e representantes da Guarda Municipal Patrimonial, estiveram presentes nesta agenda.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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